Papai Noel, eu quero! Disco rígido de 1 TB da Samsung chega s lojas nos EUA

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A Samsung anunciou que enviou s lojas nos EUA seu disco rígido HD103UJ, da série SpinPoint F1, que tem como principal característica sua alta capacidade de armazenamento: 1 Terabyte. O disco rígido de 3,5 polegadas possui velocidade de 7.200 RPM e baixo consumo de energia se comparado aos outros discos da categoria, conforme noticiou o site Digital Trends. O dispositivo utiliza 6,7 watts em modo de inatividade e uma média de 7,2 watts em modo de busca aleatória de dados.

A Samsung afirma que o disco, que se conecta ao computador através de interface SATA de 2Gb/s, possui dissipação térmica melhorada e é o drive de 1 TB que menos gera calor atualmente no mercado, resultado obtido com auxílio do design de três pratos.

O aparelho, que opera com a tecnologia de redução de ruídos SilentSeek, está sendo vendido pelo preço sugerido de US$ 399.

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Atenção, morcegos: trabalhar noite pode dar câncer, alerta OMS (Xi!)

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O trabalho noturno, que emprega cerca de 20% das pessoas nos países desenvolvidos, foi tido como “provavelmente cancerígeno” pelo Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc/Circ), agência da Organização Mundial da saúde (OMS). “O trabalho no turno da noite, seja o que apresenta alternâncias irregulares entre dia e noite, seja o que é integralmente noturno, mas que deixa os finais de semana de folga, perturba o relógio biológico e, por isso, se encontra na mesma categoria de outras ‘prováveis’ causadoras de câncer como as emissões dos motores a diesel ou de outras substâncias (como os “PCBs”, o bifenil ploriclorado, tricloretileno, alguns pesticidas) ou ainda os raios ultravioletas, o chumbo das pinturas e antigas tubulações de água”, explicou AFP Vincent Cogliano, epidemiologista do Circ.

A agência especializada da OMS para o câncer, baseada na cidade francesa de Lyon, publicou seus trabalhos, resultado de uma avaliação de estudos já publicados, na edição de dezembro da revista médica britânica “The Lancet Oncology”.

Segundo o estudo, o trabalho noturno por um longo período aumentaria o risco de câncer de mama entre as enfermeiras e as aeromoças se comparadas as ocorrências entre as funcionárias da noite e as do dia: “Mas este aumento é inferior ao de a uma duplicação do risco, sendo então um risco real, mas que os epidemiologistas qualificam de modesto”, explicou Vincent Cogliano.

Os estudos entre as mulheres estão de acordo com os resultados encontrados nas pesquisas realizadas em animais. Eles demonstram que a luz constante e a tamisada a noite ou o jet lag (desorientação provocada por diferenças de horário) podem favorecer o aparecimento de tumores.

De acordo com os especialistas, o trabalho de noite pode também ser perigoso devido aos seus efeitos nos ritmos cardíacos, que regulam o organismo na alternância dia/noite sobre cerca de 24h. A luz interrompe a produção de um hormônio, a melatonina, normalmente secretada pelo corpo noite. Esta supressão de melatonina favoreceria o desenvolvimento de tumores e a alteração do ritmo do sono poderia desregular os genes envolvidos no desenvolvimento de tumores.

Por outro lado, sabe-se que, entre os humanos, a privação de sono e a decorrente supressão de melatonina conduzem a uma baixa das defesas imunológicas.

No entanto, revelou Cogliano, os vieses de interpretação não podem ser totalmente descartados, como, por exemplo, a influência dos raios cósmicos nas pessoas que trabalham com aviação. E, acrescentou ele, “nos falta resultados que dizem respeito ao trabalho masculino noturno, por exemplo, entre os caminhoneiros e os motoristas de táxi”.

“É por este motivo que os estudos complementares são necessários: para examinar o risco potencial em outras profissões e de outros tipos de câncer, especialmente entre os homens”, resumiu ele ao Circ.

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FBI invade casa de jovem acusado de atacar um milhão de PCs

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O FBI e a polícia da Nova Zelândia agiram conjuntamente para coletar evidências que liguem um jovem neo-zelandês de 18 anos arquitetura de um ataque que fez um milhão de vítimas mundialmente.

A busca na residência do jovem identificado por seu nome online AKILL no dia 27 de novembro é apenas mais um passo na operação de codinome Bot Roast que tem como objetivo coibir a técnica hacker botnet, que consiste em infectar computadores que podem ser controlados remotamente para fins ilegais.

Em contato com o site eWeek um porta-voz do FBI declarou que a força federal americana tem suspeitas de que AKILL foi o criador de um vírus que se replicou para mais de um milhão de máquinas que foram usadas em um ataque DoS contra uma universidade em Filadélfia em fevereiro de 2006 e outros ataques que não podiam ser revelados.

AKILL não é o único acusado da ação: Ryan Brett Goldstein, americano de 21 anos, foi indiciado no dia 1º de novembro em um júri federal pelo mesmo ataque. O jovem neo-zelandês foi interrogado, porém foi mantido em liberdade enquanto as investigações continuam e, caso sua culpa seja comprovada, será julgado na própria Nova Zelândia por seus atos.

Em 29 de novembro o FBI anunciou já ter prendido oito pessoas que foram indiciadas, assumiram culpa e foram senteciadas por conta da operação em andamento. Iniciada em junho de 2006, a operação Bot Roast produziu 13 mandados de busca nos Estados Unidos e em outros países, além de ter descoberto mais de US$ 20 milhões roubados.

Entre os oito presos está o americano John Schiefer, consultor de segurança, que no início do mês admitiu ter usado botnets para instalar softwares ilegalmente em ao menos 250 mil máquinas a partir da empresa em que trabalhava. Foi sentenciado a 60 anos em um presídio federal e ao pagamento de uma multa de US$ 1,75 milhão, conforme noticiou o site The Register.

Entre os outros detidos estão:

Gregory King, californiano de 21 anos que usou botnets para retirar do ar sites de que não gostava;

Ryan Brett Goldstein, americano de 21 anos, indiciado por usar uma rede botnet para atacar operadores do IRC (Internet Relay Chat) e por atacar a rede da universidade causando ao menos US$ 5 mil em danos;

Adam Sweany, americano de 27 anos que assumiu a culpa por conspiração, usando uma rede bonet de mais de 100 mil máquinas que enviavam spam;

Robert Matthew Bentley, residente da Flórida, indiciado por seu envolvimento na administração de uma rede botnet de computadores da corporação Newell Rubbermaid;

Alexander Dmitriyevich Paskalov, 38 anos, que agia de diferentes locais dos Estados Unidos e foi sentenciado a três anos e meio de prisão por participar de um esquema de fraude online que resultou em danos multimilionários;

Azizbek Takhirovich Mamadjanov, americano de 21 anos, que trabalhou com Paskalov e foi condenado a dois anos de prisão;

Jason Michael Downey, de 24 anos e morador do Kentucky, condenado a um ano de prisão, pena revertida em restituição e serviços comunitários por rodar uma grande botnet para ataques DoS distribuídos.Fonte

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Celular chega a 50% da população mundial

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Não sou bom de matemática ou de estatística. Mas, pelas minhas contas, há milhões de pessoas no mundo que, talvez, não tenham sequer visto um celular. Assim sendo, se essa informação é correta, há alguns malucos com dezenas de celulares? Ou terão contado aí o número de aparelhos vendidos? Ou o número de linhas atualmente habilitadas? A notícia não é muito clara, mas mostra que quase ninguém mais vive sem celular (ou celuloso, como chama uma querida amiga).

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A telefonia celular atingiu nesta quinta-feira 3,3 bilhões de usuários no mundo, equivalente a metade da população do planeta, 26 anos depois do lançamento da primeira rede de telefonia móvel, segundo dados da empresa de pesquisas Informa. Desde a ativação das primeiras redes da empresa Nordic Mobile Telephony (NMT), em 1981 na Suécia, Noruega e Arábia Saudita, os celulares se tornaram o produto eletrônico mais vendido do mundo.

“O setor de celulares supera constantemente até as previsões mais otimistas sobre o crescimento da base de assinantes”, disse Mark Newman, diretor de pesquisas da Informa, em nota. “Para as crianças que crescem hoje, a questão não é se elas terão um celular, é uma questão de quando”, disse Newman.

Nos últimos anos, o setor vem registrando forte crescimento nas periferias da China e da Índia, graças redução nos preços dos aparelhos e das chamadas. As empresas já estão de olho no interior da África para manter o crescimento.

As redes nórdicas foram o embrião das histórias de sucesso de dois fabricantes de aparelhos celulares da região, a finlandesa Nokia e a sueca Ericsson. Na Ásia, o rápido crescimento do setor estimulou a produção das sul-coreanas Samsung e LG e da chinesa ZTE, que agora estão entre as seis maiores do mundo no setor.

Embora o número de celulares equivalha a 50% da população mundial, isso não significa que metade das pessoas tenha um celular, já que, segundo a Informa, em 59 países a penetração é superior a 100% ¿ em média, cada pessoa tem mais de um aparelho.

“A diferença econômica entre os mercados mais maduros e os dos países em desenvolvimento é destacada pelas vastas diferenças no faturamento das operadoras por usuário”, disse a Informa.

A empresa Hutchison Whampoa, por exemplo, fatura um pouco mais de US$ 70 dólares por cliente na Grã-Bretanha, valor que no Sri Lanka cai para menos de US$ 3.

Segundo o Centro de Programas Internacionais do Burô do Censo dos EUA, a população do planeta na quinta-feira é de 6.634.294.193 pessoas. No mesmo dia, 2.571.563.279 pessoas usam a tecnologia mais comum, a GSM, segundo a entidade global GSM Association. A segunda tecnologia mais usada, a CDMA, tinha no fim de setembro 421,4 milhões de usuários.

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O ipod das letras

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O Kindle, aparelho sem fio da Amazon, baixa livros e jornais e promete revolucionar a leitura

LENA CASTELLÓN

Jeff Bezos, o fundador da livraria online Amazon, não quer ser comparado a Steve Jobs, o dono da Apple. No entanto, ele tem em mãos um bem que julga tão precioso quanto o iPod, o aparelho da Apple que é sinônimo de tocador de música digital. Na semana passada, Bezos lançou um equipamento capaz de se transformar em biblioteca portátil. O Kindle custa US$ 399, tem espessura pouco maior do que a de um lápis e mede 19,05 cm de altura por 13,4 de largura. Como um livro. Mas com a diferença de permitir a leitura de 200 títulos, ou até mais, caso seja acrescido de cartão de memória. Já se diz que o Kindle é uma espécie de iPod dos livros. Por meio do dispositivo, o usuário monta uma “estante” com as opções vendidas exclusivamente na Amazon – são 90 mil, a US$ 9,99 cada uma. Há ainda assinaturas de blogs e publicações do porte do The New York Times.

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Para Bezos, o Kindle representa uma revolução na leitura. Seu display funciona como um papel eletrônico de alta resolução, igual a uma página impressa, porém com muito mais recursos. Para compreender uma palavra ou um fato histórico citado na obra, podem-se buscar informações online pelo aparelho. Ele também faz a localização imediata de um trecho: basta digitálo pelo teclado do equipamento. A página do Kindle tem seis tamanhos de letras e é legível sob o sol. MeMelhor, portanto, do que a tela de um laptop. Além disso, o equipamento, que tem bateria de 30 horas, é wireless. “Se estiver na cama ou no trem, você pode obter um livro em 60 segundos. Nenhum computador é necessário. Você faz a compra direto do aparelho”, diz Bezos. A tecnologia do Kindle difere da dos demais leitores de e-books porque emprega uma rede de banda larga utilizada em celulares de última geração nos EUA. Seu sistema pode ser acionado em qualquer lugar. Porém isso limita seu uso ao mercado americano.

A conectividade do Kindle, bancada somente pela Amazon, abre as portas para um novo mundo. No futuro, quando houver outros modelos do gênero, um escritor lançará trabalhos com muito mais rapidez se escolher a via digital. Há quem não suporte a idéia. John Updike, dois prêmios Pulitzer, declarou que será um “eremita rude” recusando-se a sair da caverna para encarar as vilas eletrônicas. É inegável que um livro de verdade evoca prazeres que, por enquanto, o e-book não consegue repetir. Emprestar ou presentear a obra preferida a um amigo, por exemplo. O Kindle impede o compartilhamento do arquivo. Mas permite que o usuário faça anotações “ beira da página”, imitando a mania de muitas pessoas que rabiscam pensamentos no livro. Tem a mesma graça? É uma boa discussão.

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Leigos, tremei!

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A Info volta-e-meia pisa na bola. Recentemente ela espalhou essa notícia que deve ter apavorado metade dos blogueiros amadores que usam WordPress, como esse que vos fala. Felizmente, Rafa, meu clone, amigo, consultor para assuntos informáticos e parceiro de projetos, me esclareceu na hora: a verdade dos fatos está aqui.

A Info já foi avisada da bobagem que disse, mas ainda não vi seu arrependimento público.

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Mãe usa fotos de filha beira da morte para incentivar doação

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Para marcar o aniversário de um ano de morte da filha, os pais da menina britânica Jade Stoner iniciaram uma campanha para incentivar a doação de órgãos, divulgando fotos dos últimos momentos de vida da menina.

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Jade tinha 7 anos quando foi atropelada por um carro, em 24 de setembro de 2006. Ela brincava na frente de casa na região de Dorset, no interior da Inglaterra. Os médicos pronunciaram a morte cerebral da menina na chegada ao hospital e os equipamentos foram desligados no dia seguinte.

Nos momentos finais, as enfermeiras do hospital perguntaram aos pais de Jade se eles gostariam de tirar fotos dos últimos momentos ao lado da filha. “Eu fico feliz por termos concordado”, afirmou Debbbie Stoner, mãe de Jade. “Hoje podemos usar nossa experiência para incentivar outras pessoas a doarem seus órgãos”, afirma.

Em entrevista BBC Brasil, Debbie Stoner afirmou que espera que as imagens cheguem ao maior número de pessoas possível. “Se eu consegui tomar a decisão num momento tão difícil, espero que as fotos da Jade façam as pessoas começarem a pensar sobre se tornarem doadores”, afirma.

Os órgãos da menina Jade Stoner ajudaram a salvar quatro vidas. Um bebê de dez meses recebeu o coração, outro de 17 meses, que sofria de deficiência genética, recebeu o fígado e outros dois adultos receberam os rins e o pâncreas.

Para Debbie Stoner, a família está satisfeita com a decisão de doar os órgãos da filha. “Tomar a decisão foi muito difícil, meu marido não queria que fizessem mais nada com a Jade, pois ela havia sofrido muito com o acidente”, afirma. “Mas hoje estamos satisfeitos com a decisão, nós temos certeza que foi a coisa certa a se fazer”, comenta.

Além da campanha de divulgação das fotos, Debbie também dá palestras e divide a experiência que teve com a filha em conferências sobre transplante de órgãos.

Ela ainda criou um fundo para ajudar outras famílias que perderam seus filhos. “Eu vou continuar alertando as pessoas sobre a doação de órgãos”, afirma.

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Entendendo o gerundismo

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Muito tem sido dito sobre o uso e abuso do gerundismo nos últimos meses, mormente por causa da indesculpável iniciativa do governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal de, através de decreto, confundi-lo com o gerúndio e botar lenha na fogueira das asneiras lingüísticas que de tempos em tempos toma conta do Brasil.

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Para início de conversa, não dá para condenar o uso da locução sem ver seu contexto. Daí a cautela em relação ao propósito e motivação de comunidades no Orkut, blogs e campanhas antigerundismo que pipocam por aí. Além disso, a construção ‘vou estar + gerúndio’ é aceitável e legítima quando ela expressa uma ação em curso ou simultânea a outra ou exprime a idéia de progressão indefinida. O problema se dá, porém, quando o seu uso confere imprecisão s informações ofertadas, estabelece descompromisso explícito ou a idéia de promessa vã, como tem sido o caso que acomete os gerundistas de plantão, especialmente quem lida com vendas no país.

O gerúndio, pois, assim como o infinitivo e o particípio, é uma forma nominal do verbo porque exerce também a função de nome. Ele é a desinência –ndo no português (como em estudando, lendo e traduzindo). Já na língua inglesa ele é a terminação -ing, que exige a presença de alguma forma do verbo to be no presente, passado, infinitivo sem o to ou particípio – am/are/is, was/were, be ou been. Para complicar ainda mais, o suposto gerúndio inglês, acredite ou não, nem sempre continua gerúndio quando traduzido para o português, como é o caso de ‘smoking’ e ‘fishing’ ou ‘interesting’ e ‘breathtaking’, que exercem a função de substantivo e adjetivo, respectivamente. O gerundismo brasileira, ao contrário, é considerado uma construção de gosto duvidoso, beira o grotesco e tem nome próprio: endorréia, ou ‘gerúndio vicioso’, prática comum entre operadores de call centers ou telemarketing, desavisados ou simples imitadores.

A versão de que tal construção é uma tradução malfeita do future continuous explica apenas parte da história. Como o futuro pode ser expresso de várias formas em inglês (simple present, simple future, present continuous, immediate future, future perfect e future perfect continuous), o que verdadeiramente explica esse fenômeno é a arraigada mania do brasileiro de traduzir s pressas, pouco importando a lógica ou a historicidade que por vezes afasta ou aproxima os idiomas.

Comparativamente, quando se quer dizer ‘Eu estou lendo’ basta dizer/escrever ‘I am reading’ em inglês – dando a entender algo que efetivamente está acontecendo e não simplesmente acontece, habitualmente ou não. Já para expressar ações habituais, ações ou estados permanentes, verdades imutáveis ou ações num futuro planejado, poderíamos simplesmente dizer ‘I read (whenever I can)’, ou seja, ‘Leio (sempre que posso)’. A construção equivalente para ‘Eu estarei estudando’ é ‘I will be studying’, ao passo que ‘I am going to be studying’ é ‘Eu vou estar estudando’ – onde identificamos o nosso big problem. Trocando em miúdos, ‘I will be studying’ indica ações que supostamente estarão em andamento num dado momento no futuro, enquanto que ‘I am going to be studying’ prevê ações que mais do que provavelmente estarão ocorrendo num determinado momento no futuro, já que foram planejadas. O Google está repleto de exemplos que corroboram a ocorrência das duas construções…

Poucos livros didáticos brasileiros, porém, mencionam a existência de construções verbais mais exigentes como o future perfect continuous (will have been doing sth ou be going to have been doing sth), que indica a continuidade de algo até um determinado momento no futuro, geralmente através do uso de time clauses. Com a globalização, alguns dos requisitos exigidos hoje em dia pelas grandes corporações são a clareza e a fluência verbal em dois ou três idiomas, além da boa capacidade de comunicação e adaptação a novas culturas. Num mundo extremamente exigente, o limite lingüístico e cultural, em última análise, é imposto pelo bom senso. Eis, portanto, um artigo de luxo…

(*) Assessor lingüístico e autor dos livros Inglês de Fachada e Inglês no A Tribuna – jerrymill@jerrymill.com.br

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Guia de referências do Linux

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Neste endereço, você encontrará uma lista completa de comandos do Linux, com explicação sobre seu funcionamento e sobre como fazê-los funcionar. Excelente!

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Ter razão ou ser feliz?

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Autor desconhecido

“A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso.”
Joseph Joubert, Pensées, 1842

Oito da noite numa avenida movimentada. O casal já esta atrasado para jantar na casa de alguns amigos. O endereço é novo, assim como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair. Ele dirige o carro.

Ela o orienta pede para que vire na próxima rua esquerda. Ele tem certeza de que é direita. Discutem. Percebendo que, além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira direita e percebe que estava errado. Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde. Mas ele ainda quer saber: “Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais”. E ela diz: “Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos a beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite”.
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Essa pequena história foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independente de tê-la ou não. Não se trata de abolir a razão e buscar a felicidade por meio da aprovação do outro a qualquer custo. Também não significa deixar de expressar suas opiniões. Uma atitude assim poderia levar a muitas injustiças. Trata-se de avaliar quando realmente é necessário argumentar pela razão, e quando isso é apenas uma perda de energia desnecessária, comprometendo nosso bem estar.

Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais e mais freqüência: quero ser feliz ou ter razão?

(Recebido pela internet)

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Futuro »