Competição sexual é moda entre adolescentes na internet

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Uma brincadeira perigosa tem virado mania entre adolescentes: o sexting. Esse é um fenômeno recente no qual adolescentes e jovens usam seus celulares, câmeras fotográficas, contas de e-mail, salas de bate-papo, comunicadores instantâneos e sites de relacionamento para produzir e enviar fotos sensuais de seu corpo. Envolve também mensagens de texto eróticas – no celular ou pela internet – com convites e insinuações sexuais para namorado ou amigos.

A definação é da Cartilha SaferDic@s lançada recentemente pela organização não governamental SaferNet Brasil. Em algumas escolas de Belém (PA), jovens decidiram fazer filmes de conteúdo social e disponibilizar na internet. A pratica do sexting virou competição entre as escolas para saber qual era o conteúdo mais acessado.

A professora Rosana Leris, de uma escola pública da capital paraense, afirma que o exibicionismo provocou a competição. “Os alunos mostravam sempre um filme de escola diferente e diziam que iriam fazer um melhor. Quando perguntei qual o interesse disso eles responderam que era para se exibir, aparecer”.

O exibicionismo na internet é perigoso e pode até mesmo virar crime, segundo o psicólogo da SaferNet, Rodrigo Nejim. “Ao pé da letra, o sexting poderia ser considerado como aquela imagem de pornografia. É um desafio para as autoridades porque, ao se tratar de uma imagem produzida pelo próprio adolescente, ele se torna ao mesmo tempo vítima e agressor. Quem é o culpado se o próprio adolescente é também a vítima?”, questiona.

Nejim chama a atenção para o fato de que o adolescente não sabe que sua imagem pode ser utilizada como material por redes criminosas de pornografia infantil, o que pode expor os jovens a situações constrangedoras e perigosas, como a exploração sexual.

A diretora de uma escola em Belém, que não quis ter o nome publicado, disse que com a exibição de um vídeo na internet, em uma competição de sexting, enfrentou problemas com a rejeição de alunos que usavam o uniforme da escola. “Os alunos da escola, quando estavam no trajeto para casa, eram alvo de brincadeiras e provocações, às vezes no próprio ônibus”.

A diretora afirma que até dezembro do ano passado os estudantes foram liberados do uso de uniforme para evitar esse tipo de constrangimento. Segundo ela, foi preciso realizar um trabalho sério com pais, alunos e professores para reverter a situação.

Para Nejin, da SaferNet, a escola está no caminho certo, uma vez que informação e conscientização são armas importantes para evitar não só o arrependimento, mas também que as fotos e vídeos caiam em mãos erradas.

Combate
Uma pesquisa feita pela SaferNet Brasil em escolas públicas e particulares revela que os alunos passam em média quatro horas por dia conectados à internet – 80% em sites de relacionamentos e 72% em programas de comunicação instântanea. Quatro em cada dez alunos pesquisados disseram que já se comunicaram com alguém que conheceram pela rede.

Para a gerente de projetos sociais da organização não governamental (ONG) Terra dos Homens, Valéria Brahim, o resultado mostra que as famílias e as escolas não estão preparadas para lidar com esse comportamento virtual.

“Nós estamos falando de duas gerações, uma que nasce ligando o computador e se envolvendo na rede virtual e outra que precisa se apropriar dessa ferramenta”. Para ela, o fato provoca um hiato. “A gente precisa mostrar aos educadores o quanto a internet é uma ferramenta de pesquisa, mas também de crimes”, acrescenta.

Valéria Brahim defende que as escolas recebam formação e desenvolvam, junto com a família, um trabalho de conscientização de crianças e adolescentes sobre o perigo da internet.

Recentemente foi realizada uma oficina em Belém (PA), promovida pela SaferNet em parceria com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, mas, segundo o procurador Ubiratan Cazetta, não existe uma política pública correta ou minimamente direcionada ao tema na questão da educação.

“Não temos hoje uma visão clara de qual o papel do educador na escola pública com relação às crianças que estão usando esse meio e também percebemos uma ausência de qualificação do professor para tratar o assunto. A internet é uma realidade crescente nos alunos e parece que a escola não considera relevante. É preciso ensinar as crianças sobre os riscos”, disse o procurador.

Uma prova de que esse tipo de trabalho tem resultados positivos está na Escola Pio XII , em São Paulo. A partir da capacitação, foi inserida na grade de horário uma matéria que orienta sobre o uso da internet de forma segura. A professora da disciplina, Isabel Costa, descobriu, por meio das aulas, que os estudantes ficaram surpresos ao saber que a escola era, na realidade, uma aliada.

“Nossa, agora a gente pode falar?”, espantaram-se os alunos. A educadora explicou a eles que não só podiam como deviam falar sobre esse assunto, além de mostrar aos pais as imagens acessadas. Para a diretora do Pio XII, Fátima Trindade, “é preciso que a família saiba o que está acontecendo, os riscos. A parceria da escola com a família pode conseguir que essa juventude faça um bom uso da rede”.

Em casa, entre quatro paredes, o risco é bem maior. “O homem tinha 43 anos e eu não quis falar com ele, mas ele ficou insistindo e enviando imagens de partes íntimas”, conta a adolescente Maria (nome fictício). Apesar de ser uma jovem de 16 anos, ela diz que nunca foi orientada a navegar pela internet.

Um outro levantamento, também da SaferNet, mostra que 63% dos pais não colocam limites para os filhos navegarem na rede. Oito entre dez adolescentes pesquisados têm pelo menos um amigo que conheceu virtualmente, mas 36 % dos pais não sabem disso e acreditam que os filhos não fazem amizade na internet.

O excesso de liberdade das crianças e adolescentes no uso da internet em casa pode ser muito mais perigoso. A opinião é da delegada de Crimes Cibernéticos do Rio de Janeiro, Helen Sardemberg. “Uma criança na internet às 14h é muito mais perigoso do que outra na rua às três da madrugada. Na internet a criança está sozinha com o seu aliciador”.

Os especialistas dizem que o segredo para que as crianças e os adolescentes usem a internet de forma segura não é proibir, mas mostrar os perigos e como se defender deles. Fabíola Messias é mãe do pré-adolescente André e aposta no diálogo. “Eu tento ter uma abertura bem grande com ele, porque hoje em dia essa geração não pode estar fora das redes sociais, mas é claro, com bastante cuidado”. Ela diz que impôs um horário para o acesso a internet.

Alguns pais pensam que, por não entenderem de tecnologia, não são capazes de proteger os filhos dos perigos da rede. O diretor de Comunicação da Google Brasil, Felix Ximenes, sugere que os pais usem ferramentas para bloquear acesso a conteúdos impróprios. Segundo ele, o que funciona mesmo é a boa e velha e educação.

“Meus pais me diziam para não conversar com estranhos e isso vale para os dias de hoje”. Ele tem algumas dicas: “Não deixe o computador no quarto, mas na sala. Acompanhe o que seu filho faz online. Determine horas de acesso, enfim, converse com os filhos e esteja próximo deles quando estiverem na internet”.

(fonte)

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Estupro virtual: cada vez mais comum no Brasil e mundo

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Notícias de estupros virtuais são cada vez mais recorrentes. São crianças, jovens e mulheres chantageadas e obrigadas a mostrar o corpo e até atuarem em cenas típicas de filmes pornôs em frente a câmeras de computadores.

Esse tipo de crime vem sendo cada vez mais explorado por hackers e até por pessoas comuns. Um norte-americano foi preso e está sendo julgado por chantagear e extorquir mulheres, depois de invadir e encontrar informações e imagens pessoais no computador de suas vitimas. Já um hacker alemão invadiu centenas de computadores de meninas em idade escolar para espioná-las pelas próprias webcams. Alguns desses vídeos, no entanto, são filmados e caem na rede.

Segundo o detetive virtual Wanderson Castilho, a exposição da intimidade das pessoas na rede mundial de computadores gera efeitos psicológicos semelhantes ao estupro físico, com a diferença que o primeiro pode continuar se repetindo diariamente. “Todos os dias o vídeo pode reaparecer, é uma angústia”, diz.

Ele mesmo está atuando no caso de uma menina de 13 anos que, ao se ver chantageada por um amigo de um colega de sala, acabou por se despir em frente à câmera. Ela cedeu à pressão do garoto que a filmou bebendo e fumando em uma festa da escola e que passou a ameaçá-la, alegando que enviaria as imagens ao pai da adolescente. “Ela tem pais severos, que lhe causavam medo e não soube como reagir”, explica o detetive, que trabalha para levar esses casos à justiça.
Muitas vezes as pessoas se sentem culpadas por terem produzido alguma imagem depois usadas para extorsão e chantagem. Mas Castilho lembra que é crime divulgar imagens de pessoas sem prévia autorização.

A boa notícia é que cada vez mais casos de exposição de mulheres na rede, chantagem e extorsão estão sendo julgadas e os culpados condenados. Castilho teve a satisfação de ver uma de suas clientes – uma jornalista que teve algumas fotos em que aparece nua espalhadas em sites de prostituição pelo ex-namorado frustrado – ganhar a causa na justiça e ver seu algoz pagar a pena de dois anos de prisão.

“A punição das pessoas que cometem esse tipo de crime não anula os danos causados às vitimas, mas concede um momento de paz”, afirma Castilho.

(fonte)

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Compartilhar sua localização na rede pode ser muito perigoso

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As redes sociais são uma febre. Cada vez mais pessoas querem compartilhar tudo o que fazem, com quem fazem e onde fazem! O problema é que, ao fornecer uma série de informações, você pode se expor a sérios riscos. Segundo o consultor especializado em segurança de altos executivos e grandes empresas Nilton Migdal, cada vez mais planos de seqüestros se baseiam em informações de redes sociais. “Isso já não é mais coisa de novela. Conheço casos de pessoas seqüestradas com base em informações fornecidas no Facebook”, diz.

Esse perigo aumenta ainda mais quando as pessoas entram em redes sociais baseadas em localização, como o Foursquare, e também quando passam a atualizar seus posts em movimento, algo potencializado pelo crescimento da oferta de smartphones poderosos e acessíveis. “Essa coisa das pessoas divulgarem onde estão e para onde vão é o sonho de todo bandido”, afirma Migdal. Algumas vezes, porém, uma pessoa mal-intencionada pode descobrir informações de localização de forma indireta. Por meio de fotos, por exemplo.

Concluir que determinada residência está vazia não é difícil, quando uma família inteira aparece numa foto em férias em outro país. Descobrir a academia que um executivo ou uma mulher de negócios frequenta pode ser fácil se, depois da festa de confraternização, as pessoas postarem as fotos nas redes sociais que, para ajudar, fazem o reconhecimento facial automático.
Para evitar problemas, Migdal nos ajudou a criar uma série de recomendações importantes. Vamos a elas:

1- Não compartilhe sua localização na internet, ao menos que seja realmente necessário. Nenhuma rede é totalmente segura

2- Só aceite amigos em sua rede social. Sendo que amigos de amigos não são amigos. Pessoas com os mesmos interesses que você não são seus amigos necessariamente!

3- Não compartilhe fotos de seus filhos com uniformes e outras roupas que permitam identificação com determinadas instituições

4- Não poste fotos de você ou parente com o logo da empresa onde trabalham

5- Evite dar pistas de locais que frequenta, como academias

6- Cuidado com fotos de viagens. Devem ser restritas aos seus amigos porque além de chamar a atenção ao darem a impressão de que o viajante está com as finanças em dia, ainda  podem indicar que você não está em casa

7- Não adianta tomar determinados cuidados se seu marido, esposa, filho e amigos forem displicentes

Migdal admite que suas recomendações para redes sociais podem ser um pouco radicais, mas ele ganha a vida garantindo a segurança de pessoas-alvo. Para ele, a situação está ficando critica porque as pessoas estão abrindo espaço para muitos desconhecidos bisbilhotarem. “Eu devo ter uns 15 amigos de verdade. Tendo a desconfiar das pessoas que tem mais de 300 contatos em redes sociais. Provavelmente são conhecidos, gente com quem nunca realmente se relacionaram”, complementa.

(Fonte)

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10 Dicas para garantir a segurança de seu filho na internet

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Educar e cuidar de crianças hoje não é a mesma coisa que há vinte anos. Uma das grandes diferenças é resultado da ampliação do acesso à informação e das novas formas de relacionamento, que também impactam o modo de vida dos pequenos. A internet muda tudo. Para ajudar os pais nesse universo completamente novo, aqui vão algumas dicas.

1- Explique os perigos da internet – Se seus filhos são grandes o bastante para usarem o computador (o que acontece cada vez mais cedo), então estão prontos para receberem informações sobre os perigos que podem encontrar. Tenha essa conversa com eles e abra o caminho para o diálogo franco.

2- Crie uma lista clara de coisas que não se deve fazer. No topo da lista: não fornecer informações pessoais como sobrenome, endereço, cidade, número de telefone, nomes de parentes, nome ou local de trabalho dos parentes. Avalie se é importante deixar essa lista ao lado do PC, para ser consultada sempre que houver dúvida.

3- Bloqueie sites inapropriados. Isso pode ser feito tanto restringindo acesso por tipo de conteúdo, quanto bloqueando sites específicos. O Windows tem uma ferramenta para essa necessidade, basta configurar o Controle dos Pais. Mas você também pode baixar programas específicos para controlar o que as crianças fazem na internet.

4- Explore junto. Se esforce para, periodicamente, sentar com seu filho e navegar no incrível mundo da internet. Você pode ensinar hábitos bacanas, mostrar sites interessantes e aproveitar para reforçar o que deve ser evitado.

5- Esteja atento a perigos ocultos. Algumas vezes, imagens inapropriadas ou outros conteúdos censuráveis podem chegar por e-mail, estar no Blog ou rede social de um colega ou chegar por meio de sites de compartilhamento de arquivos. Este é mais um motivo para você monitorar o uso do computador por crianças.

6- Monitore a comunicação instantânea, como MSN e outros programas de bate-papo. Pedófilos e outras pessoas mal-intencionadas geralmente conhecem suas vitimas em salas de bate-papo e a aproximação acontece por trocas de mensagens instantâneas. Alguns programas de controle dos pais bloqueiam conversações desse tipo, o que pode ser bem radical. Uma alternativa é salvar todas as conversas e sempre dar uma olhadinha rápida. Alguns softwares ainda alertam os pais caso as crianças escrevam ou recebam mensagens suspeitas.

7- Estimule conversas sobre internet. Aproveite algumas notícias ou novidades para conversar com seu filho sobre a internet. Fale de outras coisas além de segurança para não parecer sempre o chato da vez. Essa troca pode ser importante no futuro.

8- Estabeleça uma relação de confiança. Pergunte para seu filho como anda a vida cibernética, tente abordar temas espinhosos, para que seu filho se sinta a vontade e confiante se algum dia precisar de sua ajuda.

9- Saiba quais são os jogos preferidos de seu filho. Alguns jogos induzem à violência e devem ser evitados. O Controle dos Pais, do Windows, pode fazer este serviço, mas tente também conversar sobre esse assunto e ver se ele mesmo não opta por jogos menos sangrentos.

10- Estabeleça um limite de horas online. O mundo mudou e será difícil deixar seus filhos longe da internet. Mas viver virtualmente tampouco é saudável. Estabeleça um limite e configure seu PC para desligar automaticamente.

(Fonte)

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Farmville x fome

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Esta página mostra o diálogo (em inglês) entre uma americana e uma criança africana. Excelente! Nada mais direto contra essas bobagens de Farmville, fazendinhas, colheitinhas e outras idiotices online.

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Interpol lança site sobre pedófilos procurados pelos países do G8

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A organização de cooperação policial internacional Interpol anunciou nesta segunda-feira o lançamento de um site acessível ao grande público reunindo os anúncios de busca de supostos pedófilos dos países do G8.

Criado em colaboração com o Centro de Combate à Exploração Infantil da Polícia britânica (CEOP), esse site representa um “novo instrumento que visa a identificar e deter supostos pedófilos procurados nos países do G8, reunindo todas as iniciativas nacionais em uma plataforma internacional”.

Acessível pela página da Interpol (www.interpol.int), ele reúne todos os anúncios de busca lançados pelas polícias nacionais dos países do G8 (Estados Unidos, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido, Alemanha e Rússia) e “deverá se tornar uma referência”, ressalta a organização de cooperação policial internacional, com sede em Lyon (França).

“Este novo site vai se basear no trabalho efetuado pelo CEOP e dar ao público de todo o mundo um acesso vital às informações sobre as formas de identificar criminosos sexuais procurados, com o objetivo de assegurar que as crianças e as famílias sejam protegidas”, declarou Alan Campbell, subsecretário de Estado britânico, em visita à sede da Interpol nesta segunda-feira.

(fonte)

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Vegetarianos têm menor risco de desenvolver câncer

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A matéria completa está aqui.

Falta de tempo absoluta para postar mais coisas por aqui. Espero voltar em breve.

Coisas rápidas eu as tenho postado no Twitter e no Meme.

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Que venha o toque de recolher!

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Houve um tempo em que crianças e adolescentes tinham de obedecer a uma lei imposta pelos pais: o toque de recolher.

A hora variava de acordo com a idade: menores de 16 anos tinham de chegar em casa até as 21h. Os maiores, até as 22h. Mas a lei era só para os finais de semana, porque durante a semana não saíam de casa à noite. E todos eram felizes e sabiam.

Há alguns anos a coisa degringolou. Pais estão saindo para o trabalho e filhos chegando da rua, da “balada”. Alcoolizados ou às vezes drogados, ou “limpos”, mas sem vontade de ir para o colégio, pois suas energias foram consumidas na noitada. Então, quem falhou? De quem é a responsabilidade? Dos pais? Da sociedade? Do Estado?

Se os pais não cumprem a obrigação que têm em relação aos filhos menores de idade, de protegê-los e orientá-los, e se a sociedade também falha nessa proteção, cabe ao Estado (como reza o Estatuto da Criança e do Adolescente) fazê-lo. E assim está sendo feito por meio da lei do “Toque de Recolher ou Acolher”.

Quando li pela primeira vez sobre o “toque de recolher” da cidade de Fernandópolis me senti aliviada. Pensei: “Ao menos aquelas crianças e adolescentes estarão a salvo.” Não há exagero na expressão “a salvo”. De modo algum. Pais e mães querem seus filhos a salvo. Eu também quero essas crianças e adolescentes a salvo. Quero-as todas a salvo nesse Brasil.

O “toque de recolher” é uma medida emergencial e absolutamente necessária em algumas cidades. A partir daí, depois de crianças e adolescentes a salvo, pode-se retomar o pensamento dos discursos e políticas públicas para que os mantenham afastados dos sérios perigos que a noite encoberta. Aliás, se as políticas públicas fossem realmente eficazes, não haveria tantos adolescentes sendo assassinados, drogados e explorados sexualmente no Brasil.

Já compilei dezenas de matérias sobre crimes, nos sites Brasil Contra a Pedofilia, que aconteceram na calada da noite e que tragicamente ceifaram a vida de crianças e adolescentes. Tudo porque uns haviam saído para comprar algo na esquina ou a alguns quarteirões de casa. Outros estavam em festas durante a madrugada e em locais que apresentavam situações de risco, como drogas e bebidas alcoólicas; e outros, brincando na rua de sua residência após as 22h.

A menina de seis anos que foi à padaria da esquina às 21h, por exemplo, e não voltou mais, porque foi estuprada e morta, talvez, se morasse em Fernandópolis ou em outras cidades que tenham o “toque”, poderia estar viva hoje. Assim como o garoto de dez anos que estava na rua após as 23h e foi brutalmente assassinado e o corpo esquartejado por traficantes de entorpecentes. Ou ainda os dois adolescentes que participavam de um baile realizado num galpão de beira de estrada, de madrugada, e foram assassinados. Um, recebeu três tiros. O outro, apenas um, certeiro, no coração. Nesse caso tanto o assassino, que é maior de idade, como os adolescentes estavam alcoolizados. E há centenas de casos como esses. Todos os dias acontecem. Todo mundo sabe que isso acontece porque crianças e adolescentes estão no lugar errado, na hora errada e com pessoas erradas.

Infelizmente, em cidades grandes não há ainda nenhuma perspectiva sobre a implantação da lei do “Toque de Recolher ou Acolher”, mas, se houver, será bem-vinda. Muito bem-vinda e necessária, como forma de prevenção.

O site Brasil Contra a Pedofilia lamenta profundamente que a lei do “Toque de Recolher ou Acolher” esteja sendo interpretada de modo errôneo por algumas pessoas, mesmo sendo comprovado estatisticamente que houve redução significativa da criminalidade e violência em algumas cidades que a adotaram.

Deixo aqui meu total apoio a essa lei e aos que vierem a implantá-la para proteger as crianças e adolescentes.

Que venha o toque de recolher, de acolher, de proteger. Seja como for. Mas venha. E rápido!

Tandai Ayan
Brasil Contra a Pedofilia

Fonte

Foto de Ratão Diniz

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Isso é hora de criança estar na rua?

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Que pergunta mais antiga, não? Mais desatualizada, mais alienada, mais de séculos passados, mais sem cabimento, mais inútil. Afinal de contas, criança tem de ser feliz, tem de aproveitar a vida, tem de extravasar energias, tem de descobrir o mundo. E muito da felicidade, da vida e do mundo ela só encontra à noite, fora de casa, pelas ruas, sabe-se lá com quem, onde, ao som de que música, ao sabor de qual estimulante…

Mas, felizmente, como todos sabem, vivemos num mundo seguro, moral, respeitoso, em que as crianças são apenas crianças, em que todos (a começar pelos pais), respeitam-nas, tratam-nas com toda a consideração que merecem, empenham-se ao máximo para resguardá-las de perigo (mas… que perigo? Não moramos em um mundo perfeito?); em que todas as pessoas que se relacionam com crianças são de absoluta confiança, de profundos valores morais, de inatacável comportamento. O lindo mundo em que vivemos é povoado de pais que conseguem proteger seus filhos 24 horas por dia, sete dias por semana e que nunca, jamais, em hipótese alguma, terceirizam sua responsabilidade; antes a desempenham com o máximo de suas forças. E, como lindo resultado disso, não temos nenhum problema de crianças e adolescentes embriagados, fumando, viciados em drogas, mortos em festinhas de adultos, desaparecidos, com casos de gravidez, por vezes resultado de estupro. “Oh, what wonderful world…”!

Espero que você já tenha acordado para a mais dura realidade: nossas crianças e adolescentes correm risco o tempo todo. E correm, de modo especial, por causa da negligência (ou limitações) dos pais, que os deixam a sós, que não lhes conseguem impor limites, que são menos hábeis que eles com informática e internet, que não se preocupam muito com quem andam, que têm medo de sua cara feia, de sua rebelião, que têm medo de serem antiquados como seus próprios pais foram, que se convencem (ou foram convencidos) de que, se forem muito firmes com os filhos, estes se tornarão adultos frustrados, sem autoestima, sem personalidade. E tantas outras bobagens e desculpas e falácias e balelas que parecem ignorar um fato mais do que evidente: crianças e adolescentes correm cada vez mais riscos e os pais sabem cada vez menos o que fazer – ou nem mesmo se importam muito com isso.

Não sou especialista em leis nem sociólogo ou assistente social. Sou pai de três filhos que vivo há tempo suficiente nesse mundo nada wonderful pra saber que alguma coisa precisa ser feita. No mínimo para manter crianças e adolescentes a salvo, protegidos, enquanto alguém vai acordando os pais e a sociedade em geral. Vi coisas horrorosas demais na internet e no mundo do lado de cá do monitor para ficar tranquilo com discursos vazios, com elucubrações acadêmicas, com conversa mole sobre esses seres mais frágeis. Tenho usado meu blog, De Tudo um Pouco, para alertar os visitantes sobre o perigo real e próximo dos predadores de crianças. Tenho procurado alertar conhecidos, amigos e quem estiver ao alcance da boca no trombone sobre a necessidade de fazermos tudo e todos o que estiver ao nosso alcance para resguardar crianças e adolescentes.

Vivemos num mundo real… e mau. Felizmente, encontramos nele gente que se importa com o filho dos outros, gente que faz até mesmo em lugar de outros. É o caso do dr. Evandro Pelarin, Juiz de Direito da 1.ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude de Fernandópolis, SP. Ele criou o “Toque de Recolher ou Acolher”. Ou seja, ele disse o que todo mundo sempre soube, mas tem tido preguiça de fazer valer: há hora pra criança estar na rua e há hora em que ela deve estar protegida, no lar, em um abrigo. E a medida produziu um efeito maravilhoso: mais de 80% de diminuição na criminalidade! Quem não aplaudiria isso? Quem não se alegraria com o fato de alguma coisa estar sendo feita em prol das crianças e dos adolescentes?

Como não estamos num mundo perfeito e lindo, há gente, sim, reclamando do que o Evandro fez. Não sei se esses que reclamam já fizeram algo tão efetivo e eficiente por aqueles a quem dizem representar, não sei se alguma medida que tomaram produziu tamanho redução de crimes (o que significa diminuir o número de crianças tanto vítimas quanto criminosas). Sei que o que o dr. Evandro fez, com o apoio da população, tem dado resultado, tem resgatado nossa esperança de ter um mundo, quem sabe um pouquinho só, mais wonderful. Pelo menos em Fernandópolis. Tomara que essa ideia seja espalhada pelo Brasil. No que precisar, conte conosco, Evandro, para divulgar sua iniciativa.

Deus o abençoe e lhe dê força para perseverar.

Francisco Nunes

Foto de Ratão Diniz

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Carambola mata!

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Gente, é sério! A simpática frutinha, que produz fatias em forma de estrelas, mata.

Como a carambola tá muito barata por aqui, tenho comprado e comido muito. Ela é muito saborosa, e como várias de cada vez. Então, resolvi pesquisar um pouco sobre ela, pra conhecer seus nutrientes, seu valor medicinal, quaisquer informações sobre ela. E, pra minha surpresa, encontrei este texto escrito por um médico, falando que a ingestão de carambola por quem tem insuficiência renal pode levar à morte! O assunto está bem detalhado no artigo, com todas as informações.

Portanto, se você ou algum conhecido tem problema renal e gosta de carambola, sugiro ler o artigo primeiro e procurar um médico antes de se empanturrar com a frutinha. Não vale a pena correr riscos, né?

Cuidem-se!

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Futuro »