Adolescentes filmam relações sexuais para competir na rede

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Ana Cláudia Barros

Vale tudo para conseguir notoriedade? Esta parece ser uma questão que tem povoado as mentes de muitos adolescentes. Em busca de popularidade, eles estão se submetendo a uma exposição sem limites e inconsequente na internet, ignorando os riscos que esse tipo de comportamento pode implicar.

De acordo com a organização não-governamental SaferNet Brasil, entidade que se dedica à defesa dos direitos humanos na rede, um novo e perigoso “jogo” vem ganhando adeptos entre meninos e meninas brasileiros. Diante de uma câmera, eles fazem sexo e exibem o conteúdo gravado no site de vídeos YouTube. O vencedor da disputa? Aquele que tiver mais “audiência”.

- Recebemos várias denúncias de concursos de vídeos no YouTube. Os adolescentes registram as relações sexuais entre eles, colocam no site e fazem uma competição para ver qual vídeo tem mais acessos, qual é o vídeo mais assistido. Tivemos casos de vídeos com 400 mil execuções – conta o presidente da SaferNet, Thiago Tavares.

Segundo ele, quem costuma se envolver no “jogo”, em geral, tem entre 13 e 16 anos. “Mas é possível encontrar vídeos com participantes de 12 anos. Na maioria das vezes, é o próprio adolescente que produz ou um coleguinha”, destaca.

O presidente da organização explica que a competição é apenas uma das manifestações do Sexting, fenômeno recente, iniciado nos Estados Unidos, “no qual adolescentes e jovens usam seus celulares, câmeras fotográficas, contas de email, salas de bate-papo, comunicadores instantâneos e sites de relacionamento para produzir e enviar fotos sensuais de seu corpo (nu ou seminu). Envolve também mensagens de texto eróticas (no celular ou Internet) com convites e insinuações sexuais para namorados, pretendentes ou amigos” ( Saiba mais ).

A denominação vem da junção das palavras em Inglês sex (sexo) + texting (envio de mensagens).

- Infelizmente, isso tem se tornado frequente entre adolescentes brasileiros – lamenta Tavares. Uma pesquisa realizada pela SaferNet no segundo semestre do ano passado, com estudantes, entre 5 e 18 anos, revelou que, num universo de 2345 entrevistados, 282 admitiram já ter publicado fotos pessoais íntimas na internet, enviado por e-mail ou postado em sites de relacionamento.

Destes, 91 fizeram isso mais de cinco vezes, conforme o levantamento. As amostras foram colhidas em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba, Maranhão e Pará. Neste último, foram descobertos, no início do ano, seis vídeos de sexo entre adolescentes. A existência do material, encaminhado à Polícia Civil de Belém, veio à tona, poucos meses após o surgimento de um vídeo semelhante, gravado em uma escola pública da capital.

Corpo como objeto

De acordo com a psicóloga e psicanalista Élide Camargo Signorelli, especialista em adolescência, esse comportamento de risco está ligado à necessidade que o jovem tem de competir, “o que passa a ser um fim em si”.

- O corpo, a relação sexual com sua intimidade ficam esvaziados de sentido para se reduzirem à coisa. O objetivo não é a relação, e sim, a competição, que poderia acontecer com qualquer outro objeto. No caso, o objeto é o corpo em relação sexual. O que preocupa, então, é essa perda do sentido do contato amoroso, ou mesmo, do simples contato físico, que mereceria lugar privado e teria de ficar restrito apenas ao casal em questão.

A psicóloga identifica uma contradição provocada por esse tipo de conduta:

- O corpo deixa de ser a representação da pessoa para virar coisa. Então, ao mesmo tempo em que eles buscam reconhecimento – e hoje, ser visto significa para muitos, ser reconhecido -, se o que se tem ali é apenas uma “coisa”, não há esse reconhecimento. É um paradoxo.

Élide destaca, ainda, que o desejo de se contrapor às regras é uma tendência própria dessa fase da vida.

- O adolescente já tem uma necessidade de arriscar, de afrontar a vida. Ele se sente onipotente. Desafia a vida e a morte como se pudesse triunfar sobre tudo isso. Na verdade, ele está se sentindo uma formiguinha, mas não pode se expor como uma formiguinha. Ele tem que parecer potente.

Papel dos pais

Segundo a psicóloga, o adolescente, geralmente, vive duas realidades, dentro e fora de casa.

- Eles querem ocupar o lugar de criança para a família e, ao mesmo tempo, ter um lugar “adulto”, um brincar de ser adulto, onde lá já estão beijando, transando. Muitas vezes, e bota muitas vezes nisso, a mãe, o pai não têm a menor ideia do que está acontecendo.

Na opinião de Élide, a participação efetiva dos pais na vida dos filhos é fundamental.

- Para começar, é preciso o mínimo de presença física. Fala-se muito que o importante é a qualidade, mas há um limite para isso. A qualidade também precisa da quantidade. Numa relação, qualquer que seja, quanto mais você encontra a pessoa, mais você tem elementos para conhecer e se fazer conhecer.

Na análise da especialista, atitudes extremas, como o sexting, podem sinalizar mais do que a falta de maturidade para lidar com as novas tecnologias.

Talvez isso (sexting) seja até uma compensação por uma ausência de visibilidade em casa. Se ele não se sente visível, vai procurar ser de alguma forma. Mas procura, em geral, da maneira caricatural. Não é uma visibilidade que vai trazer verdadeiramente o reconhecimento. Pelo contrário, o adolescente se expõe a uma violência, a uma violação. É uma armadilha, porque é aí que ele se desfigura de vez.

(Fonte)

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Estudo: refrigerantes podem causar taquicardia e paralisia

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O texto completo está aqui. O assunto é sério. Veja este trecho:

Os autores do estudo, dirigido por Moses Elisaf, da universidade grega de Ioannina, afirmam que o número de pessoas que adoecem por um consumo excessivo desse tipo de bebida tem aumentando, o que se deve em parte ao empenho das empresas em comercializar garrafas cada vez maiores. Na pesquisa, os especialistas encontraram casos de cáries[bb], diabetes[bb] e enfraquecimento da estrutura óssea, além de hipocalemia, uma queda extrema dos níveis de potássio.

Segundo os pesquisadores, a queda do potássio aumenta o risco de problemas musculares graves e disfunções cardíacas, doenças que podem chegar a ser mortais. “Estamos consumindo mais refrigerantes[bb] que nunca e foram identificados vários problemas de saúde, incluindo dentais, enfraquecimentos dos ossos, diabetes e o desenvolvimento da síndrome metabólica”, afirmou o diretor do estudo, Moses Elisaf.

Gente, troquem o refrigerante por bebidas naturais. Vale a pena durar um pouco mais de tempo por aqui e com saúde!

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Assistam ao Globo Repórter hoje

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Nesta sexta-feira (15), no Globo Repórter, você vai ver que apenas em um hospital de São Paulo, sete crianças vítimas de violência sexual são atendidas por dia. Você vai conhecer a história da mulher que anda pelas ruas em busca do homem que abusou da filha e o drama dos pais de Catanduva, em São Paulo, onde pelo menos 50 crianças já sofreram abuso sexual. Saiba o que é possível fazer para evitar esse risco.

Se puder, Francisco, divulgue no De Tudo. A Rede Globo não merece muito que seja divulgada porque não liga para esse problema da pedofilia, mas acho importante que os pais assistam.

Tandai

____

Pedido feito, pedido atendido. Concordo com ela: Globo não merece divulgação, mas o assunto é importante. Por isso, abro essa exceção.

E visitem sempre o Brasil Contra a Pedofilia.

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Japão, lolitas e pedofilia

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Desculpem-me voltar ao assunto, mas há algo de doente na cultura (?!) japonesa. Há pessoas que insistem, que juram de pés juntos que animes e outras variações de desenho japonesas em que mulheres são mostradas como crianças ou em que crianças são mostradas como mulheres são apenas cultura, que são coisas que ofendem nossa mentalidade ocidental, mas que para eles, japoneses, não têm nada demais, que não provoca neles o que provoca nas mentes doentes e reprimidas do mundo cristianizado… e o desfile de falácias e bobagens argumentativas segue. Será que é tudo tão inocente assim? Com certeza, não.

Veja as duas notícias neste link. A primeira fala do uso de mulheres vestida como estudantes para atrair turistas. E isso promovido pelo governo japonês, que diz que é divulgar “um estilo de moda”. Será que é só isso mesmo que os turistas vão procurar: conhecer moda? Precisa mesmo disso pra divulgar turismo e atrair gente pro seu país? E se fosse tudo tão inocente e sem problemas, o que explica a segunda notícia do link: Japão bate recorde de casos de pedofilia! Epa! Como assim? Não é o país onde tudo é diferente? Em que não há problema com esses desenhos ou com o que eles mostram? Não é só arte?

Leia este trecho da segunda matéria:

Apesar da sofrida realidade, nem é preciso analisar os dados da polícia para perceber que o Japão tem um problema sério com a pedofilia. Problema que, na minha opinião, é agravado pela própria sociedade, que permite a erotização do mundo infantil e adolescente, sobretudo por meio do entretenimento.

Todos os dias é possível ver homens feitos e até senhores de idade, lendo em locais públicos como os trens, mangás que exibem em suas páginas teenagers vestindo roupinhas de colegial em poses para lá de sensuais. Os conhecidos animes, que são os desenhos animados japoneses, também não ficam para trás e acabam cultuando a mesma ideologia.

Há algo de muito, muito doente, pervertido, podre, mas divulgado, aceito e aplaudido na terra dos olhos puxados. Concordo com o que uma amiga minha diz, que sumariza tudo:

O Japão é um país que usa seus costumes milenares para camuflar a pedofilia e a pornografia infantil.

Simples, direta, no ponto, coberta de razão.


Não, não vou ilustrar o texto com alguma coisa que interesse aos doentes.
Por isso, contentem-se com essa gata com olhos de anime.

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Mais uma razão para odiar espâmeres

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Spam causa mais poluição que três milhões de carros! Se não acredita, clique aqui e leia a matéria completa.

Ajude a acabar com essa praga.

1. Quando for enviar email pra um monte de gente, NUNCA coloque todos os endereços na linha de Para (ou To) ou Cc. SEMPRE coloque todos os endereços no Cco (ou Bcc).

2. Quando um miguxo lhe enviar um email com endereços visíveis, ensine-o a fazer a coisa do modo certo.

3. Quando você receber uma mensagem fofa e quiser enviar pra todos os migos e migas, SEMPRE apague todos os endereços visíveis e SEMPRE coloque os endereços dos destinatários no Cco (ou Bcc).

4. NUNCA envie para todos os seus contatos as mensagens que pedem que você a envie para todos os seus contatos. Se você ficar com peso de consciência de não divulgar o conteúdo dramático da mensagem, pesquise na internet primeiro pra saber se ela não é mentira (na maioria esmagadora dos casos é). Só depois disso, de ter certeza de que ela é verdadeira, envie se precisar mesmo e SEMPRE coloque os endereços dos destinatários no Cco (ou Bcc).

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O problema do Conficker acaba de ficar MUITO pior

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Por alto, o 1º de abril veio e se foi sem nem um piu do megaworm Conficker. Mas peritos em segurança vêem uma realidade assustadora, uma na qual o Conficker agora está mais perigoso do que nunca.

No primeiro minuto de abril, o Conficker fez exatamente o que todos sabiam que ele faria: ele conseguiu ligar pra casa pra receber uma atualização. E apesar de ser divertido imaginar que quantidade animal de atualizações que ele deve ter incluído, o resultado foi grotescamente catastrófico; em vez de um projeto de dominação mundial, a atualização continha instruções em como se aprofundar ainda mais.

“O worm fez exatamente o que todos pensavam que ele faria, que foi se atualizar”, diz o perito em segurança Dan Kaminsky, que ajudou a desenvolver um rastreador bastante usado do Conficker nos dias logo antes do 1º de abril. “O mundo quer que haja fogos de artifício, ou algum evento tipo ebola que explode os computadores de todas as partes do mundo, ou sei lá o que….mas a verdade é que os desenvolvedores do Conficker cimentaram sua capacidade de fazer atualizações através de quaisquer muralhas que os caras do bem tenham conseguido erguer entre fevereiro e março”.

E é por isso que isto é profundamente assustador. Conforme explicamos, o Conficker montou uma infraestrutura zumbi de botnet ao registrar centenas de nomes spam de DNS (askcw.com.ru e coisas do gênero), que então se interliga e usa como nodos para máquinas infectadas entrarem em contato para obter instruções. Em suas formas mais primitivas, o Conficker tentou registrar 250 nomes DNS deste tipo por dia. Mas com a terceira versão do software, a variante Conficker.c que tem rodado por aí nas últimas semanas, o número de registros spam de DNS foi elevado para 50 mil por dia – um número com o qual os profissionais de segurança não podem mais lidar.

O que a atualização de 1º de abril fez foi simples: ela forneceu instruções para interligar-se com milhares, possivelmente dezenas de milhares de novos nodos registrados pela Conficker.c ao longo das últimas semanas, efetivamente ampliando o tamanho da botnet P2P para um ponto onde ele não tem mais como ser impedido.

“Ele não está arregaçando, ele está arregaçando continuamente”, diz Kaminsky, citando um dos seus amigos hackers. “Não estamos falando sobre como entrar na rede, mas sim ‘Como estar [na rede] daqui a um ano?’”. E a resposta é: “você fará um monte das coisas que os desenvolvedores do Conficker estão fazendo”.

“Isto não é um troço que os caras escreveram, lançaram, daí eles largam o computador e vão jogar Nintendo. Eles estão realmente tentando construir algo que seja uma rede sustentável por meses ou anos a fio”, fiz Kaminsky.

Kevin Haley, diretor do Symantec Security Response, levanta outro bom ponto: “O 1º de abril teria sido um dia muito ruim de se escolher [para fazer algo com o Conficker] porque todos estava esperando ver o que aconteceria. Quem quer que esteja por trás disto certamente é muito mais paciente que nós”.

E aí, o que vem depois? Ficamos à espera. Bons métodos agora existem para detectar e limpar o Conficker de máquinas infectadas em uma rede (e, não devemos nos esquecer, um patch de segurança de meses atrás da Microsoft é só o que você precisa para se proteger), mas o tamanho do exército de nodos infectados pelo Conficker espalhados pelo mundo já é grande o suficiente para operar com consequências devastadoras mesmo que a maioria dos PCs esteja segura.

Então vamos ter que continuar esperando pra ver o que isto faz.

Fonte

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Isto é sério: praga pode atacar amanhã

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Um vírus chamado Conficker poderá atacar amanhã, dia 1. de abril. Piada sem graça! Os infelizes criadores da praga a estão atualizando pra que ela não seja pega pelos antivírus. Você pode ganhar U$ 250 mil se entregar numa bandeja a cabeça do criador dessa desgraça. Não esqueça de dar uns tabefes no cara por mim antes de lhe arrancar a cabeça. (Desculpem pela sanguinolência, mas, depois de pedófilos, de assaltantes e de enviadores de spam, uma categoria pela qual tenho ojeriza e ódio visceral é a dos inventores de coisa pra azucrinar a vida dos outros, como vírus e pragas do tipo.)

Proteja sua máquina. Selecionei abaixo alguns links com dicas sobre o assunto.

Cuidado com dicas falsas sobre o Conficker

Se sua máquina está infectada, o bicho será ativado amanhã

Saiba como se proteger

Outra dica de proteção

Uma dica simples (não deixe de ler os links acima!). Ela não substitui tudo o que você precisa fazer.

1. Abra o bloco de notas

2. Copie nele o conteúdo abaixo (não altere nada):

REGEDIT4
[HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Microsoft\Windows NT\CurrentVersion\IniFileMapping\Autorun.inf]
@=”@SYS:DoesNotExist”

3. Salve o arquivo com qualquer_nome.reg (o importante é a extensão reg)

4. Feche o arquivo e clique duas vezes nele. Será perguntado se você quer adicionar essa chave ao registro. Clique em Ok.

5. E está feito!

Esse é o preço pago por quem usa rwindow$… Venha para o Ubuntu e durma sossegado!

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Bucaneiros, leiam isto!

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Encontrei estes dois interessantes artigos hoje no Yahoo. Eu queria ter tempo de produzir algum material inédito sobre isso, à luz de minha experiência como editor. Mas, infelizmente, tá impossível. Então, colo os artigos aqui, com os devidos créditos, como sempre.

Bucaneiros, flibusteiros, pernas-de-pau e defensores da Coroa, leiam com atenção!

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Tudo é proibido na lei brasileira

A lei brasileira que trata do direito autoral sobre obras culturais data de 1998, sob o número 9610 (veja a íntegra em http://tinyurl.com/leideautor). É de uma época em que a internet já tinha certa popularidade no Brasil, mas a troca de arquivos via redes P2P era incipiente. Também por isso, a lei não dá conta de prever os tipos de reprodução hoje existentes, que foram muito facilitadas pelo desenvolvimento tecnológico. O outro motivo é o próprio conceito analógico de reprodução, que foi superado com o passar dos anos.

O artigo 5º da lei define reprodução como a cópia ou armazenamento “permanente ou temporário por meios eletrônicos ou qualquer outro meio de fixação que venha a ser desenvolvido”. Daí vem a falta de flexibilidade quando o assunto é, por exemplo, copiar as músicas de um CD para o computador ou baixar da internet. Quem viola esse artigo é visto hoje como criminoso, de acordo com o artigo 184 do Código Penal. Copiar músicas do CD para o computador, para seguir o exemplo já dado, pode acarretar em prisão de três meses a um ano.

Outro aspecto da lei é o tempo que deve passar até uma obra ser considerada de domínio público: 70 anos após a morte do autor. É o típico artigo que não depende da vontade dos parlamentares brasileiros para ser alterado – e aqui está outro cerne da questão quando o assunto é a reforma da lei de direitos autorais: o atrelamento do Brasil a tratados internacionais. A Convenção de Berna, assinada em 1886 (quando já havia telefone mas não existia rádio), prevê justamente a adoção por diversos países da proteção aos direitos de autor, como os 70 anos para caducar, só com algumas (mas não muitas) liberdades locais. Veja o texto integral em http://tinyurl.com/c9hg77.

Para finalizar, de acordo com a lei brasileira, inclusive enviar por e-mail um arquivo com copyright é crime. E pode dar cadeia.

Fonte

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‘O problema não são os piratas – é a lei!’

“A lei é o problema”, Lawrence Lessig sequer titubeia ao ser perguntado sobre direitos autorais e o mundo digital, “ela é muito radical”. O mesmo não pode ser dito sobre Lessig, professor de direito na universidade de Stanford, nos EUA. O criador do Creative Commons, proposta para flexibilizar o sistema legal, tem uma preocupação que vai além do copyright: “Temos toda uma geração de garotos que acha que a lei é um saco, que ignoram a lei. Quão difícil será para nós fazer eles também obedecerem leis fiscais, ou outras leis? Há dez anos, violar a lei não era tão fácil.”

O cerne da questão, para Lessig, está na mudança da relação das leis com a sociedade e a incorporação da cultura do remix não apenas na produção de conteúdo como nos negócios. O advogado, que foi cogitado para o cargo de ministro da justiça do governo de Barack Obama (de quem foi professor), está lançando um novo livro, “Remix: Making Art and Commerce Thrive in the Hybrid Economy” (editora Penguin, sem previsão de lançamento no Brasil), em que dá um passo além da discussão dos direitos autorais.

“O foco nesse livro não é a criatividade. Embora ela seja importante, o livro tem uma preocupação maior com uma cultura que criminaliza atividades que deveriam ser normais. Essa é uma lição que os soviéticos aprenderam, quando faziam todas as atividades criminosas.”

No livro, Lessig propõe que a cultura do remix – em que conteúdos de naturezas diferentes são misturados por produtores e consumidores – deve também ser comercializados. Nada mais é que a ampliação da ideia de Creative Commons.

Quando foram criadas em 2001, as licenças CC deram um passo crucial no entendimento dos direitos do autor na época da reprodução eletrônica, apresentando o conceito de que o autor poderia permitir a reprodução livre de sua obra, colocando ressalvas para seu uso. Mas mais do que funcionar como uma solução, as licenças Creative Commons se aprofundaram nessa discussão que flexibiliza o rígido copyright para uma época em que qualquer um pode produzir e distribuir conteúdo.

“Precisamos atualizar a lei, para que ela faça sentido no mundo digital”, explicou em entrevista durante sua última visita ao Brasil, no ano passado. “Há muitas iniciativas nos EUA, como licenças coletivas, licenças voluntárias, que propõem mudanças para são todas propostas para fazer a lei fazer sentido na era digital. É isso o que deve ser feito, ao invés dessa guerra extrema contra quem usa as tecnologias digitais”.

“Se somos todos piratas?”, Lessig repete a pergunta para responder categoricamente e dar uma pequena aula sobre a natureza do copyright. “Sim. A razão pela qual todos são piratas hoje é porque a lei atual é baseada na reprodução de cópias. É uma que fazia sentido nos séculos 18 e 19, pois elas lidavam com cópias feitas por meio de novas tecnologias, que não estavam ao alcance de todos. Se você foca a lei de direitos autorais em cópias, você tem um modelo de negócios que incentiva o trabalho criativo. Fazia sentido”.

E continua: “Mas estamos nos movendo para uma era em que todo mundo que acessa a cultura tecnicamente faz cópias. Faz tanto sentido regular isso como regular o ato de respirar – copiar é algo tão comum que qualquer um pode fazer. Ao invés de invocar essa lei insana toda a vez que um garoto liga o computador, a lei deveria parar de focar na cópia e se focar em atividades que façam sentido comercialmente”.

E conclui citando nosso ex-Ministro da Cultura: “Se eu faço um remix de uma música do Gil e compartilho com meus amigos, ele não deve se preocupar com isso, porque não irá canibalizar seu valor de marketing. Mas se eu monto um site e coloco todo o trabalho do Gil e dou para as pessoas de graça, acho que o Gil pode – e deve – reclamar”.

Mas isso não quer dizer o fim dos direitos autorais, Lessig é enfático também nisso. “Há pessoas falando nisso, que as tecnologias digitais acabaram com qualquer possibilidade de controle. Não sou tão radical. A minha visão é que os direitos autorais têm um papel importante, só que precisam mudar para que possam continuar a funcionar.”

Lessig, no entanto, reconhece que a briga não é fácil, pois os interesses do passado defendem valores do século 20, que Lessig considera difíceis de ir contra. “Olhe para as estrelas do cinema. Elas podem dizer as coisas mais idiotas apoiando a cultura do passado e não reconhecer o futuro. Por exemplo, nos EUA, a Sony entrou em 1998 com uma ação para estender os direitos autorais por mais 20 anos. E chamou Bob Dylan como testemunha, que disse que criou o melhor de sua obra já pensando que ela só cairia em domínio público depois de 70 anos e não 50, sugerindo que, se não esse período fosse de 50 anos, ele não teria criado sua obra. Imagina o Bob Dylan nos anos 60 pensando: ‘Será que escrevo uma música? Ah, tudo bem, porque ela só vai cair em domínio público depois de 70 anos e não 50’; Nesse mundo atual coisas ridículas como essas são consideradas normais.”

E conclui fazendo uma previsão séria sobre a pirataria: “Acho que ela se tornará cada vez mais uma bandeira política.”

Fonte

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Novo vírus infecta 2,5 milhões de PCs

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A firma de segurança F-Secure informou que o vírus Conficker, também conhecido como Downadup, está se espalhando rapidamente e está disponível em cerca de 2,5 milhões de computadores.

A estimativa do número de máquinas infectadas é conservadora, explicou a empresa, e os números devem ser muito maiores. Mas analisando os IPs, identificou-se que a China é o país com o maior número de usuários infectados (38.277), seguida pelo Brasil (34.814) e Rússia (24.526).

Como o vírus se espalha
A dificuldade em parar o worm de Windows é que ele tem capacidade de baixar atualizações de nomes de domínio gerados a partir de um algoritmo complexo, o que dificulta a previsão dos lugares em que o vírus está armazenado, explicou o site heise Security.

O vírus se espalha principalmente por e-mail, mas também está se aproveitando de métodos de transmissão como pendrives trocados entre um computador infectado e outro livre do vírus, compartilhamento de arquivos em redes domésticas e empresariais e também redes sem fio desprotegidas, sendo um risco não apenas para redes corporativas como domésticas.

De acordo com a F-Secure, por seu método de ação, o Conficker pode bloquear a entrada do usuário em redes, e depois de conseguir fazer sua vítima, o vírus se protege de forma agressiva.

A praga possui três variantes. As três (batizadas de A, B e C) exploram uma falha no núcleo do Windows. Não se chegou a um acordo sobre qual exatamente é a parte do núcleo atingida: alguns sites dizem que é o subsistema de RPC, outros afirmam ser o SVCHOST.EXE. As variantes B e C podem ainda invadir sistemas com senhas fracas mesmo que não haja brechas nos serviços citados.

Sendo assim, é recomendado aos usuários, além de possuir antivírus, também estar em dia com as atualizações de seu sistema operacional e empregar senhas bem escolhidas em seus computadores.

Sintomas
Mesmo com as estimativas da F-Secure, a McAfee classificou o vírus como de baixo risco. Para descobrir se seu computador está infectado, preste atenção em alguns dos sintomas do Conficker: falhas em programas do sistema, entre eles Windows Defender e Windows Explorer; pastas bloqueadas ou criadas sem comando do usuário; o acesso a algumas áreas de administração do sistema são negadas, mesmo que a senha seja inserida; o agendamento de tarefas recebe misteriosas tarefas de execução do vírus; o vírus ainda bloqueia acesso a sites de segurança e algumas palavras-chaves que poderiam ajudar em pesquisas para sua remoção.

Usuários que detectem estes sintomas em seus sistemas podem tirar a prova baixando uma ferramenta da F-Secure disponível pelo atalho http://tinyurl.com/7knom8. Uma atualização do Windows corrige uma das brechas exploradas pelo Conficker. Mas atenção: embora corrija a falha, a atualização do Windows não remove o worm. É necessário usar a ferramenta da F-Secure para isso.

Mais informações a respeito da ameaça podem ser lidas, em português, no blog TechNet, da Microsoft, pelo atalho http://tinyurl.com/9x5mnd.

Fonte

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Mais uma razão pra detestar o rwindow$

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Eu não uso o programa MSN há muito tempo, mas Pidgin. Este comunicador permite a você acessar contas MSN (várias ao mesmo tempo), ICQ, GTalk, Yahoo Messenger, Skype (com um plugin em versão para rwindows, Mac e Linux/Ubuntu) e outros. Isso com a vantagem de ser um programa mais leve que o meceneca e não ter todos os furos que aquele tem.

Hoje pela manhã minhas contas MSN não entravam de jeito nenhum. Perguntei a uma colega, pelo Skype, se ela estava no meceneca. Ela respondeu que sim, mas que só conseguiu entrar depois de ter atualizado no sábado para a última versão. Pois é: a M$ mais uma vez resolveu mudar algum protocolo, e nem o meceneca se entendia com ele mesmo. Por essa razão, o Pidigin não conseguia acessar algumas contas.

Infelizmente, para quem usa rwindow$ só resta esperar a nova versão do Pidgin ser lançada. Para os felizardos e sábios que optam pelo Linux, a solução é simples, como o colega Fuzzer ensina:

Usuários do Pidgin tiveram uma surpresa desagradável ao tentar conectar ao MSN hoje pela manhã. Alguma coisa aconteceu, provavelmente mudança de protocolo, e o login não está sendo feito com sucesso.

Usuários Ubuntu não precisam se apavorar, no site br-linux.org, uma solução foi sugerida e podemos fazer a instalação do plugin diretamente pelo gerenciador de pacotes Synaptic.

Siga os passos abaixo para resolver o problema:

  • Vá no menu Sistema->Administração->Gerenciador de Pacotes Synaptic
  • No campo “Busca Rápida” digite msn-pecan
  • Dê um duplo clique no primeiro pacote listado e clique em “Aplicar”
  • Após a instalação, feche o pidgin caso ele esteja aberto e abra novamante.
  • Desconecte sua conta do MSN e altere o protocolo de MSN para WLM

Pronto, já podemos entrar novamente no MSN utilizando o Pidgin.

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Futuro »