Pra aumentar sua coleção de músicas

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Encontrei esta dica de 50 sítios dos quais você pode baixar músicas[bb] em mp3[bb]. Não averigüei se se tratam só de downloads legais. Use por sua conta e risco.

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Os caras que são contra a pirataria ganham dinheiro com ela

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Quando eu dependia 100% do rwindows e desconhecia Ubuntu ou programas gratuitos, vivia no submundo da internet, procurando cracks e serials (vou manter os termos em inglês…). Felizmente, não preciso mais disso. Mais recentemente, procuro alguma coisa em blogs especializados em filmes e em sítios de torrents. E sempre me surpreendi por encontrar lá links e bâneres e anúncios de empresas, como Submarino, Google, Yahoo e outras do tipo sérias como essas.

O ninho de pulga atrás da orelha perguntava: “Dizem que pirataria é ilegal, é crime. Essas empresas são legais, não criminosas. Mas elas apoiam o crime. Então, o anúncio faz o crime deixar de ser crime? Ou elas não têm nada a ver com isso?” Encafifamento filosófico-internético sobre o qual sempre quis escrever.

Mas fui poupado disso pelo Carlos Cardoso com este excelente artigo publicado no Meio Bit. Deu na cabeça do prego, reuniu provas e disparou a metralhadora: empresas legais ganham dinheiro com coisas ilegais. Prova disso está na figura abaixo. Veja o artigo do Cardoso pra entender os detalhes.

Este é o final do artigo dele. Não deixe de ler tudo:

É bom para o anunciante, pois sites piratas possuem muito mais visitação que sites legítimos, é bom para o intermediário, que vende seu portfólio de pageviews muito mais rápido, e é bom para o pirata, que financia a sua operação.

Quem ganha menos? Dado o retorno pífio da maioria dos sistemas de publicidade, eu diria que é o pirata, que em sua grande enorme maioria só quer compartilhar conteúdo, sem grandes aspirações de ganhar milhões de dólares, como o PirateBay ganha.

Qualquer General, inclusive aquele que vivia lendo meus discos, o General Failure, sabe que a melhor forma de ganhar uma guerra é cortando os suprimentos do inimigo.

Só que no caso os fornecedores são peixe MUITO grande, e ninguém quer brigar com a Telefonica e com o Yahoo!, dizendo que ELES financiam pirataria ao anunciar em sites piratas. Então, vamos fazer showzinho fechando blogs, fingindo que dá certo.

Espero que nem o Cardoso nem o artigo dele apareçam boiando no Tietê…

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Bucaneiros, leiam isto!

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Encontrei estes dois interessantes artigos hoje no Yahoo. Eu queria ter tempo de produzir algum material inédito sobre isso, à luz de minha experiência como editor. Mas, infelizmente, tá impossível. Então, colo os artigos aqui, com os devidos créditos, como sempre.

Bucaneiros, flibusteiros, pernas-de-pau e defensores da Coroa, leiam com atenção!

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Tudo é proibido na lei brasileira

A lei brasileira que trata do direito autoral sobre obras culturais data de 1998, sob o número 9610 (veja a íntegra em http://tinyurl.com/leideautor). É de uma época em que a internet já tinha certa popularidade no Brasil, mas a troca de arquivos via redes P2P era incipiente. Também por isso, a lei não dá conta de prever os tipos de reprodução hoje existentes, que foram muito facilitadas pelo desenvolvimento tecnológico. O outro motivo é o próprio conceito analógico de reprodução, que foi superado com o passar dos anos.

O artigo 5º da lei define reprodução como a cópia ou armazenamento “permanente ou temporário por meios eletrônicos ou qualquer outro meio de fixação que venha a ser desenvolvido”. Daí vem a falta de flexibilidade quando o assunto é, por exemplo, copiar as músicas de um CD para o computador ou baixar da internet. Quem viola esse artigo é visto hoje como criminoso, de acordo com o artigo 184 do Código Penal. Copiar músicas do CD para o computador, para seguir o exemplo já dado, pode acarretar em prisão de três meses a um ano.

Outro aspecto da lei é o tempo que deve passar até uma obra ser considerada de domínio público: 70 anos após a morte do autor. É o típico artigo que não depende da vontade dos parlamentares brasileiros para ser alterado – e aqui está outro cerne da questão quando o assunto é a reforma da lei de direitos autorais: o atrelamento do Brasil a tratados internacionais. A Convenção de Berna, assinada em 1886 (quando já havia telefone mas não existia rádio), prevê justamente a adoção por diversos países da proteção aos direitos de autor, como os 70 anos para caducar, só com algumas (mas não muitas) liberdades locais. Veja o texto integral em http://tinyurl.com/c9hg77.

Para finalizar, de acordo com a lei brasileira, inclusive enviar por e-mail um arquivo com copyright é crime. E pode dar cadeia.

Fonte

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‘O problema não são os piratas – é a lei!’

“A lei é o problema”, Lawrence Lessig sequer titubeia ao ser perguntado sobre direitos autorais e o mundo digital, “ela é muito radical”. O mesmo não pode ser dito sobre Lessig, professor de direito na universidade de Stanford, nos EUA. O criador do Creative Commons, proposta para flexibilizar o sistema legal, tem uma preocupação que vai além do copyright: “Temos toda uma geração de garotos que acha que a lei é um saco, que ignoram a lei. Quão difícil será para nós fazer eles também obedecerem leis fiscais, ou outras leis? Há dez anos, violar a lei não era tão fácil.”

O cerne da questão, para Lessig, está na mudança da relação das leis com a sociedade e a incorporação da cultura do remix não apenas na produção de conteúdo como nos negócios. O advogado, que foi cogitado para o cargo de ministro da justiça do governo de Barack Obama (de quem foi professor), está lançando um novo livro, “Remix: Making Art and Commerce Thrive in the Hybrid Economy” (editora Penguin, sem previsão de lançamento no Brasil), em que dá um passo além da discussão dos direitos autorais.

“O foco nesse livro não é a criatividade. Embora ela seja importante, o livro tem uma preocupação maior com uma cultura que criminaliza atividades que deveriam ser normais. Essa é uma lição que os soviéticos aprenderam, quando faziam todas as atividades criminosas.”

No livro, Lessig propõe que a cultura do remix – em que conteúdos de naturezas diferentes são misturados por produtores e consumidores – deve também ser comercializados. Nada mais é que a ampliação da ideia de Creative Commons.

Quando foram criadas em 2001, as licenças CC deram um passo crucial no entendimento dos direitos do autor na época da reprodução eletrônica, apresentando o conceito de que o autor poderia permitir a reprodução livre de sua obra, colocando ressalvas para seu uso. Mas mais do que funcionar como uma solução, as licenças Creative Commons se aprofundaram nessa discussão que flexibiliza o rígido copyright para uma época em que qualquer um pode produzir e distribuir conteúdo.

“Precisamos atualizar a lei, para que ela faça sentido no mundo digital”, explicou em entrevista durante sua última visita ao Brasil, no ano passado. “Há muitas iniciativas nos EUA, como licenças coletivas, licenças voluntárias, que propõem mudanças para são todas propostas para fazer a lei fazer sentido na era digital. É isso o que deve ser feito, ao invés dessa guerra extrema contra quem usa as tecnologias digitais”.

“Se somos todos piratas?”, Lessig repete a pergunta para responder categoricamente e dar uma pequena aula sobre a natureza do copyright. “Sim. A razão pela qual todos são piratas hoje é porque a lei atual é baseada na reprodução de cópias. É uma que fazia sentido nos séculos 18 e 19, pois elas lidavam com cópias feitas por meio de novas tecnologias, que não estavam ao alcance de todos. Se você foca a lei de direitos autorais em cópias, você tem um modelo de negócios que incentiva o trabalho criativo. Fazia sentido”.

E continua: “Mas estamos nos movendo para uma era em que todo mundo que acessa a cultura tecnicamente faz cópias. Faz tanto sentido regular isso como regular o ato de respirar – copiar é algo tão comum que qualquer um pode fazer. Ao invés de invocar essa lei insana toda a vez que um garoto liga o computador, a lei deveria parar de focar na cópia e se focar em atividades que façam sentido comercialmente”.

E conclui citando nosso ex-Ministro da Cultura: “Se eu faço um remix de uma música do Gil e compartilho com meus amigos, ele não deve se preocupar com isso, porque não irá canibalizar seu valor de marketing. Mas se eu monto um site e coloco todo o trabalho do Gil e dou para as pessoas de graça, acho que o Gil pode – e deve – reclamar”.

Mas isso não quer dizer o fim dos direitos autorais, Lessig é enfático também nisso. “Há pessoas falando nisso, que as tecnologias digitais acabaram com qualquer possibilidade de controle. Não sou tão radical. A minha visão é que os direitos autorais têm um papel importante, só que precisam mudar para que possam continuar a funcionar.”

Lessig, no entanto, reconhece que a briga não é fácil, pois os interesses do passado defendem valores do século 20, que Lessig considera difíceis de ir contra. “Olhe para as estrelas do cinema. Elas podem dizer as coisas mais idiotas apoiando a cultura do passado e não reconhecer o futuro. Por exemplo, nos EUA, a Sony entrou em 1998 com uma ação para estender os direitos autorais por mais 20 anos. E chamou Bob Dylan como testemunha, que disse que criou o melhor de sua obra já pensando que ela só cairia em domínio público depois de 70 anos e não 50, sugerindo que, se não esse período fosse de 50 anos, ele não teria criado sua obra. Imagina o Bob Dylan nos anos 60 pensando: ‘Será que escrevo uma música? Ah, tudo bem, porque ela só vai cair em domínio público depois de 70 anos e não 50’; Nesse mundo atual coisas ridículas como essas são consideradas normais.”

E conclui fazendo uma previsão séria sobre a pirataria: “Acho que ela se tornará cada vez mais uma bandeira política.”

Fonte

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Vida inteligente no mundo artístico

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Sou contra a pirataria. Mas também sou contra a burrice de gravadoras e similares por ainda não entenderem que os tempos são outros. Enquanto tantos ficam chorando pelos cantos que a pirataria está acabando com seus lucro$ (e como ganham dinheiro gravadoras e artistas! Eu já trabalhei numa…), alguns artistas, que usam os dois lados do cérebro e todas as sinapses, nadam na contramão da lamúria e ainda ganham dinheiro.

Não conheço a banda nem a estou recomendando. Mas a notícia é digna de registro e de ser lida pelos caras que ainda pensam como no tempo do gramofone.

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Nine Inch Nails apóia a pirataria de suas próprias músicas

A banda Nine Inch Nails, fundada pelo norte-americano Trent Reznor, começou a marcar forte presença em notícias de tecnologia em meados de 2007, mesmo ano em que deu adeus às gravadoras e optou pelo formato digital de distribuição. Em 2008, a banda lançou dois álbuns sob a licença Creative Commons, inclusive com trechos separados para que os fãs pudessem fazer novas mixagens das músicas. Mesmo sendo distribuído de graça e com licença de livre cópia, modificação e distribuição, Ghosts I-IV ganhou o título de álbum mais vendido pela Amazon em 2008.

Agora, a banda está apoiando a distribuição de bootlegs (gravações não autorizadas, feitas pelos fãs em shows) via BitTorrent. Segundo o site Webware, na quarta-feira o site oficial da banda trouxe a notícia de que um “grupo subversivo” entrou em contato com o frontman Reznor informando a respeito de um material gravado em vídeo referente aos três últimos shows feitos pela banda, com mais de 400 GB.

Embora tenha sido gravado sem autorização, Reznor fez o contrário do que os artistas tradicionais e as grandes gravadoras fariam: inseriu no site oficial da banda um link para download do material via BitTorrent e convidou os fãs a utilizarem os arquivos para a criação de obras derivadas.

O vasto material oferecido permite a criação de vídeos com diferentes tomadas de câmera e traz até mesmo modelos para serem editados no programa Final Cut Pro, explicou o site Tech.Blorge.

No fórum da banda, Reznor incentiva os fãs a fazerem o download e brinca: “a segurança deve ter sido bem falha nesses shows, porque a qualidade das filmagens está excelente”.

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Parabéns, OpenOffice! 10 milhões de downloads em um mês

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OpenOffice 3.0 baixado 10 milhões de vezes em seu primeiro mês

Desde o último dia 13 de outubro, 10 milhões de usuários já baixaram o OpenOffice 3.0, suíte de escritório de código aberto. De acordo com seu diretor de marketing, John McCreesh mesmo depois que essa marca foi batida o programa continua tendo entre 250 e 300 mil downloads diariamente.

Fonte

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Não sei se nesta contagem está incluído o BrOffice, versão brazuca do pacote de programas. Eu prefiro, pois, além de estar em português, tem vocabulário próprio, incluindo um corretor já com as regras da hedionda reforma ortográfica. Para baixar o BrOffice, clique aqui. O corretor está aqui. É sempre bom lembrar: é tudo gratuito! Você não precisa mais usar o pacote piratex do tio Bill.

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Piratas fazem piada com Bill Gates

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O site Pirate Bay aproveitou o dia anti-pirataria da Microsoft para brincar.

Quem fez uma busca no Pirate Bay com a palavra Microsoft na última terça-feira foi surpreendido com uma ilustração baseada nas conhecidas imagens de Bill Gates preso. As fotos – de frente e de perfil – foram feitas em 1977 pela polícia de Albuquerque, no estado americano do Novo México. Na época, a sede da Microsoft ficava naquela cidade. Gates, que tinha como passatempo dirigir em alta velocidade pelas estradas da região, foi pego por infringir as leis de trânsito.

A brincadeira do Pirate Bay é uma referência ao dia anti-pirataria da Microsoft, que teve uma série de eventos em 48 países, incluindo o Brasil. As ações da empresa no dia 21 incluíram apreensões de cópias não-genuínas de software, abertura de processos judiciais e seminários sobre o assunto. Nada disso é novidade, já que a Microsoft, assim como outras produtoras de software, faz essas coisas o tempo todo. Mas a empresa quis dar visibilidade ao tema concentrando tudo num único dia.

O site de compartilhamento de arquivos Pirate Bay foi criado pela organização anti-copyright sueca Piratbyrån cinco anos atrás. Em 2004, passou a ser mantido por um grupo separado. O site se auto-denomina o maior tracker de BitTorrent do mundo. O pessoal do Pirate Bay já recebeu toneladas de ameaças de estúdios de cinema, gravadoras musicais e produtoras de software – incluindo a Microsoft. Mas, graças legislação peculiar da Suécia, o grupo sempre têm escapado dos processos judiciais.

Fonte

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BrOffice 3.0 em português está pronto!

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O BrOffice faz tudo que o office da maucro$oft faz, com a vantagem de ser gratuito! Melhor do que pagar por um pacote gordão ou do que usar uma versão bucaneira, que é crime, é usar o que há de melhor e ”de grátis”!

Leia mais sobre o assunto aqui. E baixe aqui, escolhendo a versão correta pro seu caso. Se for rwindows, é esta. Pra Linux, há muitas opções pro freguês!

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Piratas, cuidado!

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Associação antipirataria trava guerra contra comunidade de 755 mil no Orkut

DIÓGENES MUNIZ
editor de Informática da Folha Online

Uma guerra silenciosa, travada nos bastidores da principal rede social do país, preocupa internautas que baixam música pela internet. O Orkut, braço do Google que neste ano passou a ser chefiado por uma equipe brasileira, começou a deletar pedaços da sua maior comunidade dedicada a compartilhamento de arquivos MP3, a “Discografias”.

O endereço existe desde 2005, conta com três administradores anônimos (Madruga, Cris e Chris) e abriga 755 mil participantes cadastrados –o número de pessoas que a utiliza efetivamente é bem maior, já que para acessar seu fórum não é preciso de inscrever. Ali, internautas compartilham links com álbuns musicais inteiros sem pagar nada. A organização e o volume de material fez com que o endereço se tornasse uma central para quem procura esse tipo de conteúdo na rede brasileira.

“É o nosso principal cliente. Em se tratando de música, ninguém tem mais arquivos que violam direitos autorais do que a ‘Discografias’”, diz Edner Bastos, coordenador antipirataria da APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música), entidade que defende a propriedade intelectual.

Os moderadores da “Discografias”, que passam mais de cinco horas por dia trabalhando no fórum, impõem regras rígidas, inclusive banindo usuários mais insistentes. As proporções levaram criação de comunidades satélite, que servem de apoio para a principal. Na “Discografia – Pedidos”, por exemplo, os usuários podem dizer o que querem baixar. Isso ajuda a não abarrotar o índice da comunidade “mãe” –onde entram apenas tópicos os com o caminho do download.

Imagem da comunidade “Discografias”, acusada pela APCM de ser a maior difusora de música ilegal no Orkut

No primeiro semestre deste ano, a APCM tirou do ar 118.750 links de filmes e músicas, 22.113 blogs e 20.332 arquivos P2P (“peer-to-peer”, referentes a programas de compartilhamento como eMule) da internet. Seu principal rival, no entanto, continua de pé.

“Estamos com várias discussões com o Google, em alguns pontos eles nos ajudam”, afirma Bastos. “Temos um trabalho para tirar [a comunidade "Discografias"] do ar, mas ela é muito complexa. É preciso pegar tópico por tópico para provar que todo aquele conteúdo é ilegal.”

A exclusão de algumas páginas dentro da comunidade já foi sentida pelos internautas. Em uma nota divulgada na quinta-feira passada, os moderadores da “Discografias” afirmaram que “tópicos continuam a sumir e não são devolvidos. Depois que a administração do Orkut passou para o Brasil, a coisa tem piorado muito”.

“Tiramos [o tópico] quando está constatado algum tipo de violação num link específico”, afirma Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google no país. Nestes casos, o Google considera primeiramente a “liberdade de expressão”, diz ele. “A comunidade é legítima, porque há discussão de música também. Além disso, você sabe, a gente deleta uma, eles criam outra.”

A Folha Online entrou em contato com a moderação da comunidade. Sem se identificar, aceitaram responder reportagem sobre seu trabalho na rede social.

“Muitas bandas, hoje, tanto no Brasil quanto no exterior, assumem que não fariam sucesso se não fosse a internet. Até o Presidente da República deu uma declaração favorável na semana passada sobre ‘baixar músicas da internet’. Ilegal e pirataria, na nossa opinião, é a venda de CDs piratas”, afirmam.

Segundo eles, o trabalho na Discografias é um “ótimo hobby”. Mesmo sob pressão, não cogitam fazer um blog ou outro tipo de fórum –só se o Google fechá-los de vez.

“É certo que muita gente só está no Orkut pelas poucas comunidades úteis e bem organizadas que sobraram, tais como a ‘Discografias’ e algumas outras. Com o seu fim, pensamos que o movimento no Orkut cairia consideravelmente”, apostam.

Fonte

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