Uma equipe de pesquisadores da Universidade de York (Inglaterra) mostrou que roupas com listras verticais cria a ilusão óptica de um corpo mais volumoso, ao contrário da crença popular de que estas “afinam” e as horizontais fazem a pessoa parecer “mais gorda”.

O estudo, liderado pelo especialista em percepção Peter Thompson, acaba com a teoria visual que levou venda de milhões de peças de roupas de listras verticais, em detrimento das “malfadadas” horizontais.

Segundo o jornal britânico “The Times”, para chegar a esta conclusão, os cientistas utilizaram 200 pares de fotos de mulheres vestidas com peças de listras verticais e horizontais.

Então, pediram que um grupo de voluntários indicasse a imagem da mulher em cada par que consideravam mais magra.

Para surpresa de todos, inclusive da indústria da moda, as mulheres vestidas com roupas de listras horizontais foram descritas como mais magras, com uma “grande” diferença de seis pontos percentuais.

No entanto, Thompson e sua equipe não são os primeiros a descobrir esta realidade perceptiva: o cientista alemão Hermman von Helmholtz já havia descrito o mesmo em 1860, e chegou a escrever um livro para recomendar que as mulheres vestissem peças com listras horizontais, e não dos verticais, porque as fazia parecer mais altas.

Helmholtz projetou duas séries de linhas paralelas, ums vertical e a outra horizontal, que encaixavam em um quadrado.

Os dois quadrados tinham o mesmo tamanho, no entanto, as linhas verticais pareciam cobrir maior área, o que o cientista denominou a “ilusão dos quadrados”.

O conhecimento de Helmholtz se perdeu no século XX, quando se instaurou, de forma inexplicável, a idéia de que listras verticais favoreceriam uma silhueta delgada.

No entanto, os estilistas podem respirar tranqüilos, porque Thompson garante que a crença de que roupas pretas “emagrecem” é verdadeira, por isso que não terão que mudar todos os padrões da indústria.

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