Lúcio Marques Martins Júnior
Pessoal, este é meu primeiro artigo aqui na comunidade e gostaria de falar sobre atitudes. Calma! Não sou um educador ou disciplinador. Apenas amante do Linux e preocupado com a divulgação do nosso S.O., em que algumas pessoas (até mesmo sem perceber), acabam “falando demais” e atrapalhando o crescimento do Linux em Desktops. Vamos aos fatos?
Pessoal, primeiro gostaria de dizer o quanto amo o Linux e que não estou aqui para falar mal dele. Isto é um debate e temos todos direito de falar o que achamos.
Encontrei na web há alguns dias atrás o seguinte artigo: Sete motivos por que o Linux não terá sucesso em computadores desktop.
Neste artigo são apresentados “7 motivos porque o Linux não terá sucesso em computadores desktop”. Se os amigos lerem, verão que muitas coisas que Alexander Wolfe (autor do artigo) diz não tem fundamentos concretos, pois até mesmo aqui no VOL, artigos já mostraram 30 motivos para se usar o Linux.
Conheci o Linux a 3 anos atrás por aqui, lendo alguns desses artigos. Mas uma coisa que ele comentou que eu achei interessante debater foi a questão dos próprios usuários do Linux dizerem que “tem que ser mestre para usá-lo”.
Achei interessante porque ontem mesmo estava falando com um amigo meu que usa o Slackware e outro que usa o Windows. O meu amigo disse para o ainda preso nas “janelinhas”:
“- Como você pode usar aquilo que se chama de S.O.? Tem que ter antispy, antivírus. No meu, é só manjar igual a mim e ir fuçando que ele fica do jeito que eu quero, e seguro.”
Eu aproveitei o gancho e disse:
“O meu S.O. não preciso quebrar a cabeça, porque ele é fácil de usar, seguro, rápido e atende minhas expectativas. Ele questionou-me e retrucando:
“Voltou para o Windows?”
Eu disse:
“Não. O Linux é fácil de usar, seguro, rápido e atende minhas expectativas.”
Naquele momento despertei a curiosidade do amigo que usa Windows, pois, naturalmente, ele deve ter pensado:
“Como um fala que é fácil e outro fala que tem ser “hacker” pra mexer?”
Abri meu note, demostrei-o o KUbuntu e no fim da conversa consegui fazê-lo, ao menos testar por liveCD o KUbuntu. O meu amigo usuário do Slackware, com certeza, não quis desmerecer o usuário das janelinhas, mas acabou-o fazendo.
Reconhecemos que o Linux é diferente do Windows em vários sentidos, e é isso que temos que mostrar s pessoas com quem conversamos, que apesar de ser diferente, ele é tão ou mais amigável que o Windows. Foi o que aconteceu na minha casa. Hoje temos 3 computadores lá: 1 do meu pai, da minha irmã e o meu notebook. Meu pai sempre me criticou por usar Linux, pois dizia que era difícil, estranho etc… Hoje, no computador dele está instalado unicamente o Mandriva, e ele agora é quem faz propaganda para minha irmã abandonar o Windows, pois se ele que é “zé” no computador, faz tudo no Pingüim, qualquer um pode.
1) Falar das boas experiências:
Pessoal, é óbvio que todos nós já tivemos alguma dorzinha de cabeça no Linux. Seja para mudar a resolução do monitor WideScreen, instalar algum hardware, algum plugin de filme etc. Não devemos comentar isso e sim, que apesar de, ocasionalmente, um ou outro indesejado problema ocorrer, você tem suporte do planeta inteiro para ajudar com seu problema. O Windows também tem bugs (muitos, por sinal), mas ou esperamos a Microsoft achar a falha e lançar um Service Pack, ou desligamos o PC.
Comente sempre boas experiências sobre o Linux. Como ele o ajudou ou como é bonito (aparência) sem ser pesado. Como ele gerencia melhor a memória RAM, fazendo-o ser mais rápido (para usuários mais experts).
2) Jamais desprezar o Windows:
Um fator super importante. Se você tem um fusquinha (eu tenho
) e alguém fala no seu lado que o Fusca é a pior coisa que o homem construiu na história mundial, você vai ficar com muita raiva dele e de “birra” nunca vai deixá-lo usar, ou mesmo sentar no Fusquinha. Com o Linux é a mesma coisa. Jamais fale para um usuário das janelinhas que o Windows é uma porcaria, tem que formatar sempre etc. As pessoas se magoam até com pequenas coisas. Não toque no ego das pessoas, pois normalmente, o dano é irreversível.
3) Mostre as proezas do Linux:
Ontem eu estava com o note na mochila e imediatamente pude mostrar o Linux funcionando, com o Beryl e tudo. Mostre, sempre que possível, o Linux as pessoas. Mostre o adicionar/remover programas dele e como é fácil de usar. Mostre a infinidade de softwares que o Linux tem já na instalação, aliás, mostre também como é fácil instalá-lo.
4) Explique o Projeto Linux:
A história, s vezes, pode dar um ponto a nosso favor. Ninguém precisa saber a origem de Linus Torvalds, mas procure contar a sua história com o Linux. Lembre-se que muitas pessoas nem se quer ouviram falar do Linux. Conte que você ouviu de alguém muitos positivos, ou conte que você ouviu pontos negativos, e provou que este estava errado.
Conclusão
Muitos outros artigos, matérias como esta do nosso “amigo” Lex Wolfe aparecerão. Alguns até com argumentos muito bem fundamentados. Esteja preparado para proteger o moral do Linux (ou você acha que o OpenSource é apenas um conceito, uma idéia de louco?). Ser Linuxer é mais do que apenas usar o S.O. É defender a idéia, conhecer o passado, trabalhar no presente para que o futuro seja Linux, isto é, seja LIVRE!
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