Gostei da idéia dos colegas do Planeta Ubuntu: mostrar como é difícil usar periféricos no Linux. A verdade precisa ser dita sempre, duela a quien duela, citando aquele ignóbil ex-presidente.

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Contar-lhes-ei, pois, minha saga com uma multifuncional. Quando decidi comprar uma HP PSC 1410, por estar em excelente promoção num sítio, pesquisei para saber se funcionava no Ubuntu. Pesquisei em fóruns, liguei para lojas que a vendiam (em uma delas, uma mocinha me perguntou se Linux era “tipo um uindous”) e entrei em contato com a HP. Falei com vários atendentes, mas ninguém sabia dizer com 100% de segurança se rodaria no meu Ubuntu. (Acho que ainda tenha a mensagem que a HP me enviou com uma resposta do tipo “vai por sua conta e risco”. Se eu encontrar, acrescento aqui.) Eu lia que a HP era grande amiga do Linux, que apoiava, que o amava de paixão, mas não era o que eu encontrava. E continua sendo assim: se você procurar por controladoras para Linux no sítio da HP, você é remetido para uma página externa, pois a HP mesmo não as produz.

Mas como o preço era muito bom, e como vários colegas de fórum tinham boa experiência com outros modelos da referida empresa, resolvi arriscar. E também porque confio muito mais nos usuários experientes do que nos técnicos e atendentes. Comprei, paguei, recebi. E vamos instalar.

Instalei primeiro no rwindow$. Que exercício de paciência! Não quero exagerar, mas sei que levei pelo menos duas horas para instalar o que o CD pedia. Mais de 600 mb de quinquilharia. Sem falar que, a cada etapa de instalação, tinha de fechar tudo e reiniciar a máquina. Aí, passado o suplício da instalação, tem de atualizar os programas. E lá vamos nós: conecta, identifica a atualização, baixa, instala, reinicia, conecta, identifica… E eu estava fazendo isso numa instalação novinha do rwindow$ (que levou mais de 12 horas para se completar). Ou seja: instalação de rwindow$ + HP = um dia de trabalho perdido.

Aí, fui para o Ubuntu. Liguei a impressora, ele reconheceu, instalou a controladora, imprimiu a página de teste (lindíssima, por sinal! Eu a tenho até hoje aqui em meu quadro de avisos, de tão bonita que é)… em menos de dois minutos (e devo estar dando muitos segundos de lambuja aí)!

Portanto, por mais que doa isto, preciso dizer a verdade: instalar no Ubuntu uma multifuncional que não tem suporte para Linux é muito mais fácil do que instalá-la naquele sistema ocasional para o qual ela foi feita.

Vida longa ao Ubuntu!

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